Meningite: sintomas, diagnóstico, tratamento e prevenção

A principal forma de prevenir a meningite é por meio da vacinação, disponível no calendário de vacinação nacional


A Prefeitura de Americana apura um caso suspeito de meningite bacteriana na cidade. A estudante Thaila Vitória Delafiori, de 12 anos, morreu no dia 11 de fevereiro com suspeita da doença. Um exame de sangue foi enviado ao Instituto Adolfo Lutz para análise laboratorial.

Thaila recebeu o diagnóstico clínico de meningite bacteriana – que consta em sua certidão de óbito. A Vigilância Epidemiológica de Americana informou que a jovem teve febre, dores de cabeça, vômito e dificuldades para engolir.

A meningite mata, principalmente as causadas por bactérias. Nas meningites causadas por vírus, geralmente a evolução é mais branda e o prognóstico da doença é menos grave que na meningite bacteriana.

A principal forma de prevenir a meningite é por meio da vacinação, disponível no calendário de vacinação nacional, com imunizações disponibilizadas pelo SUS (Sistema Único de Saúde). São quatro as vacinas que previnem meningite: meningocócica conjugada sorogrupo C, pneumocócica 10-valente (conjugada), pentavalente e a BCG.

Saiba mais sobre o que é, as causas, sintomas, tratamento, diagnóstico e prevenção da meningite. As informações a seguir são do Ministério da Saúde:

O que é meningite?

A meningite é uma inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. A meningite pode ser causada por vírus ou por bactéria, que é mais grave. O risco de contrair meningite é maior entre crianças menores de cinco anos, principalmente até um ano, no entanto pode acontecer em qualquer idade.

Sintomas

A meningite é uma síndrome na qual, em geral, o quadro clínico é grave, por isso no momento em que achar que você ou alguém pode estar com sintomas de meningite deve procurar atendimento médico o mais rápido possível. Um médico pode determinar se você tem a doença, o tipo de meningite e o melhor tratamento.

Foto: Editoria de arte / O Liberal
Veja quais são os sintomas meningite bacteriana

Os sintomas da meningite incluem início súbito de febre, dor de cabeça e rigidez do pescoço. Muitas vezes há outros sintomas, como: mal estar, náusea, vômito, aumento da sensibilidade à luz e confusão mental. Com o passar do tempo, alguns sintomas mais graves de meningite bacteriana podem aparecer, como: convulsões, delírio, tremores e coma.

Diagnóstico

Se o médico suspeita de meningite, ele solicita a coleta de amostras de sangue e líquido cerebroespinhal (líquor). O laboratório então testa as amostras para detectar o agente que está causando a infecção. A identificação específica do agente é importante para o médico saber exatamente como deve tratar a infecção.

Os principais exames para o esclarecimento diagnóstico de casos suspeitos de meningite são: exame quimiocitológico do líquor; bacterioscopia direta (líquor); cultura (líquor, sangue, petéquias ou fezes); contra-imuneletroforese cruzada – CIE (líquor e soro); aglutinação pelo látex (líquor e soro).

O aspecto do líquor, embora não considerado um exame, funciona como um indicativo. O líquor normal é límpido e incolor, como “água de rocha”. Nos processos infecciosos, ocorre o aumento de elementos figurados (células), causando turvação, cuja intensidade varia de acordo com a quantidade e o tipo desses elementos.

Tratamento

Devido à gravidade do quadro clínico, os casos suspeitos de meningite sempre são internados nos hospitais, por isso, ao se suspeitar de um caso, é urgente a procura por um pronto-socorro hospitalar para avaliação médica.

Para tratamento das meningites bacterianas, faz-se uso de antibioticoterapia em ambiente hospitalar, com drogas de escolha e dosagens terapêuticas prescritas pelos médicos assistentes do caso;

Para as meningites virais, na maioria dos casos, não se faz tratamento com medicamentos antivirais. Em geral as pessoas são internadas e monitoradas quanto a sinais de maior gravidade, e se recuperam espontaneamente. Porém alguns vírus como herpesvírus e influenza podem vir a provocar meningite com necessidade de uso de antiviral específico. A devida conduta sempre é determinada pela equipe médica que acompanha o caso.

Nas meningites fúngicas o tratamento é mais longo, com altas e prolongadas dosagens de medicação antifúngica, escolhida de acordo com o fungo identificado no organismo do paciente. A resposta ao tratamento também é dependente da imunidade da pessoa, e pacientes com história de HIV/AIDS, diabetes, câncer e outras doenças imunodepressoras são tratados com maior rigor e cuidado pela equipe médica.

Nas meningites por parasitas, tanto o medicamento contra a infecção como as medicações para alívio dos sintomas são administrados por equipe médica em paciente internado. Nestes casos, os sintomas como dor de cabeça e febre são bem fortes, e assim a medicação de alívio dos sintomas se faz tão importante quanto o tratamento contra o parasita.

Tem cura?

Sim, a maioria dos casos evoluem para cura. No entanto, é necessario assitencia médica na vigência dos sintomas.

A depender do agente causador da doença, em alguns casos, podem ocorrer sequelas como: surdez, crises de epilepsia, danos cerebrais, amputação de membros, dificuldades de aprendizagem além de problemas comportamentais.

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