Meningite bacteriana e complicações neurológicas na criança


Apesar do desenvolvimento de antimicrobianos mais eficazes para tratar meningite bacteriana, as taxas de mortalidade continuam a ser altas, variando entre 5% e 30%, enquanto até 50% dos sobreviventes apresentam sequelas neurológicas, como comprometimento auditivo, transtornos epilépticos e problemas de aprendizagem e comportamentais. As complicações neurológicas que podem se desenvolver durante a evolução da meningite bacteriana incluem: coleções ou empiema subdurais, abscessos cerebrais,
déficits neurológicos focais (p.ex.: perda auditiva, paralisias de nervos cranianos, hemiparesia ou tetraparesia), hidrocefalia, anormalidades cerebrovasculares, alteração
do estado mental e crises convulsivas. A meningite bacteriana aguda é mais comum em ambientes com baixos recursos do que nos economicamente ricos.

A ocorrência de consequências negativas da meningite bacteriana, nos países desenvolvidos, é fortemente reduzida pelas estratégias de vacinação, antibioticoterapia e bons estabelecimentos de atendimento. A velocidade do diagnóstico, a identidade do patógeno causador e a antibioticoterapia inicial oferecida representam fatores importantes para o
prognóstico da meningite bacteriana em crianças. A implementação de protocolos para tratamento empírico de meningite bacteriana para reduzir a taxa de mortalidade e a incidência de complicações neurológicas é o objetivo de nossos futuros tratamentos em crianças.

Referências

NAMANI, S. et al. A prospective study of risk factors for neurological complications in childhood bacterial meningitis, J Pediatr (Rio J)., v.89, n.3, p.256-262, 2013.

Por Joyce Rouvier

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