Lucro pelo padrão IFRS da ISA Cteep soma R$ 236,9 milhões no 1º tri

A Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (ISA Cteep) registrou lucro líquido consolidado de R$ 236,95 milhões no primeiro…


A Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (ISA Cteep) registrou lucro líquido consolidado de R$ 236,95 milhões no primeiro trimestre deste ano, queda de 9,3% ante igual período de 2017, pelo padrão IFRS. Já pelo critério regulatório, observado por boa parte do mercado e preferido pela empresa por considerar que colabora com o melhor entendimento do negócio da companhia, o lucro líquido cresceu 247,6%, para R$ 301,805 milhões.

O diretor financeiro e de relações com investidores da companhia, Rinaldo Pecchio, explicou ao Broadcast (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado) que os resultados do primeiro trimestre do ano passado pelo critério IRFS foram fortemente influenciados pelo item equivalência patrimonial, que recuou 62,9%, passando de R$ 56,3 milhões para R$ 20,87 milhões.

O executivo salienta, no entanto, que companhias em que a ISA Cteep participa tiveram um primeiro trimestre de 2017 “excepcional”, com o reconhecimento fiscal, que resultou em uma equivalência patrimonial muita alta.

No critério regulatório, a equivalência patrimonial aumentou 10%, para R$ 19,3 milhões, influenciada pelo aumento da receita de sua subsidiária IE Madeira, na qual também foram anotadas reduções de custos e despesas.

Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) no critério regulatório somou R$ 643,2 milhões, alta de 229,4%, ou R$ 477,8 milhões, ante igual etapa do ano passado, crescimento que foi influenciado, principalmente, pelo recebimento de receitas relacionadas às indenização de RBSE (Rede Básica do Sistema Elétrico), os ativos não depreciados anteriores a maio de 2000, que tiveram sua concessão renovada em 2013.

Excluindo a equivalência patrimonial e outros efeitos não recorrentes ou com efeito não caixa, e acrescidos do Ebitda das coligadas, o Ebitda ajustado cresceu 214,6%, alta de R$ 684 milhões. A margem Ebitda ajustado subiu 12,2 pontos porcentuais, para 93,4%.

Retirando, por sua vez, o efeito da remuneração do RBSE, o Ebitda foi de R$ 235,6 milhões, 8,4% maior que os R$ 217,4 milhões dos três primeiros meses de 2017. A margem Ebitda ex-RBSE avançou 1,7 p.p., para 83%.

A receita operacional líquida regulatória alcançou R$ 732,3 milhões de janeiro a março, alta de 173,6% frente os R$ 267,7 milhões apresentados no mesmo período de 2016, também influenciadas pelo RBSE, que respondeu por R$ 494,1 milhões.

A companhia também destaca a influência do aumento de 4,1% da receita de Operação e Manutenção (O&M), da consolidação da controlada IENNE e da entrada em operação de novos investimentos em reforços e melhorias. Já no critério IRFS, a receita operacional líquida cresceu 3%, para R$ 546,6 milhões, também influenciada pela parcela de RBSE.

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