BR Distribuidora se diz suscetível a união de acionistas para exercer controle


A BR Distribuidora enxerga a possibilidade de um grupo de novos acionistas se unir para tomar o controle da gestão. Esse é um dos riscos com o qual passou a conviver após a privatização, com a oferta secundária de ações, concluída no mês passado. O risco foi elencado pela companhia no documento de referência de 2019. Segundo a empresa, o perigo é que um grupo de acionistas tenha poder decisório na condução dos negócios.

Após a venda do controle, que antes era da Petrobras, deixou de existir na BR a figura de um acionista controlador. “Uma companhia aberta com capital pulverizado está suscetível ao surgimento de um grupo de acionistas agindo conjuntamente que passe a exercer o controle”, traz o documento, assinado pela atual diretoria da BR. A empresa diz ainda que “certas deliberações que exigem quórum mínimo poderão não ser atingidas, dificultando o procedimento decisório”.

A afirmação faz parte de um capítulo do formulário de referência, em que a BR enumera os riscos relacionados aos acionistas.

Ela diz também que a União, como controladora da Petrobras, pode buscar objetivos distintos dos demais investidores, o que pode gerar prejuízos econômicos e empresariais à companhia. E que os interesses da petroleira podem ser conflitantes aos dos outros acionistas.

Além disso, a empresa destaca que o Tribunal de Contas da União e outros órgãos de controle e cortes judiciárias podem considerar que a Petrobras ainda é a sua controladora ou que ainda exerce posição dominante nos processos decisórios. Em resposta, pode exigir que a BR se sujeite à Lei das Estatais. “Tal entendimento poderia prejudicar o direcionamento estratégico da companhia, afetando adversamente os negócios e resultados operacionais”, complementa.

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