Renan Calheiros não diz se será oposição e faz acenos ao governo Bolsonaro

O senador Renan Calheiros (MDB-AL) tem evitado dizer se será oposição ou não ao presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), mas…


O senador Renan Calheiros (MDB-AL) tem evitado dizer se será oposição ou não ao presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), mas tem feito acenos ao novo governo. O emedebista apoiou a candidatura de Fernando Haddad (PT) e agora é um dos nomes cotados à presidência do Senado na próxima legislatura, posto que já foi ocupado duas vezes por ele. Calheiros terá resistência do governo, caso se coloque na oposição.

“Não posso antecipar se serei oposição, você não pode se colocar indefinidamente num campo político. Dá pra se fazer muita coisa sem rótulos”, afirmou Calheiros, ao deixar a sessão comemorativa aos 30 anos da Constituição Federal nesta terça-feira.

Calheiros também tem evitado se declarar como candidato à presidência do Senado. “Eleição para o Senado é em fevereiro, quanto mais você antecipar, mas você acirra sentimentos”, disse.

Sem declarar seu posicionamento, mas ao mesmo tempo fazendo acenos ao governo Bolsonaro, Calheiros diz que pode colaborar em questões de economia no novo governo. “Como no combate aos privilégios, na definição do papel do Banco Central, acho que essas coisas podem ser discutidas na questão dos grandes salários”, afirmou.

Ele também elogiou a indicação do juiz Sérgio Moro para o ministério da Justiça. “A presença do Moro no governo é muito importante, sem dúvida ele qualificará o novo governo”, disse. Calheiros já foi ministro da Justiça, durante o governo do tucano Fernando Henrique Cardoso.

Jucá

A escolha de Moro também foi comentada por outro emedebista, um dos políticos mais experientes do atual Congresso, o senador Romero Jucá (MDB-RR). “Não temos que ter preconceito”, disse Jucá em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, publicada nesta terça-feira.

O emedebista, que já foi apontado como articulador de uma reação política à Lava Jato após ter conversa vazada na qual falava sobre um suposto “acordo nacional” para conter a “sangria”, afirma não temer uma “caça às bruxas” no futuro governo de Jair Bolsonaro. “As bruxas já são as bruxas, não são reconhecidas no mundo real. O governo vai ter que cuidar do mundo real.”

Calheiros e Jucá presenciaram boa parte da homenagem à Constituição nesta quarta, que contou com discursos de Michel Temer, Bolsonaro, entre outros autoridades, sentados lado a lado, no plenário da Câmara.

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