03 de março de 2021 Atualizado 09:08

8 de Agosto de 2019 Atualizado 13:56
MENU

Publicidade

Compartilhe

Presidente

Mesmo após posição da Anvisa, Bolsonaro insiste no ‘tratamento precoce’

Presidente também voltou a colocar em dúvida a eficácia da Coronavac, que foi liberada para uso pela Anvisa

Por Agência Estado

18 jan 2021 às 14:18 • Última atualização 18 jan 2021 às 16:09

Mesmo após membros da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) refutarem a existência de tratamento precoce contra a Covid-19, o presidente da República, Jair Bolsonaro voltou a defender nesta segunda-feira, 18, o tratamento preventivo da doença.

Ele também voltou a colocar em dúvida a eficácia da Coronavac, vacina produzida pela farmacêutica Sinovac e o Instituto Butantan. O imunizante apresentou eficácia geral de 50,38%

“Não desisto do tratamento precoce, não desisto. A vacina é para quem não pegou ainda. Essa vacina tem 50% de eficácia, ou seja, se jogar uma moedinha pra cima, é 50% de eficácia”, disse o presidente da República para apoiadores no período da manhã na saída do Palácio da Alvorada.

O vídeo da interação foi divulgado pelo filho do presidente, o vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), no aplicativo Telegram. Não fica claro, contudo, se o presidente diz “não desisto” ou se diz aos apoiadores “não desistam”.

O chefe do Executivo ressaltou ainda que os efeitos colaterais da Coronavac ainda são desconhecidos por ser “algo experimental”.

A Anvisa, contudo, ao aprovar o uso emergencial da vacina no domingo, afirmou que há dados robustos sobre a sua segurança e que o imunizante não apresentou reações adversas graves durante seu desenvolvimento.

“No que depender de mim a vacina não será obrigatória. É uma vacina emergencial, 50% de eficácia, algo que ninguém sabe ainda se teremos efeitos colaterais ou não”, afirmou Bolsonaro.

Como o jornal O Estado de S. Paulo e o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) mostraram, além de destacarem a ausência de alternativas terapêuticas contra a covid-19, servidores e diretores da Anvisa defenderam no domingo a ciência e a segurança das vacinas.

Publicidade