04 de junho de 2020 Atualizado 16:53

8 de Agosto de 2019 Atualizado 13:56
MENU

Compartilhe

Covid-19

Bolsonaro convoca empresários a ‘jogar pesado’ contra Doria para evitar lockdown

Presidente disse que existe uma tentativa política de tentar quebrar a economia para atingir o seu governo

Por Agência Estado

14 Maio 2020 às 13:38 • Última atualização 14 Maio 2020 às 14:54

O presidente Jair Bolsonaro estimulou nesta quinta-feira (14) o empresariado a “jogar pesado” com o governador de São Paulo, João Doria, para evitar o lockdown no Estado como medida de combate ao novo coronavírus.

Em videoconferência promovida pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Bolsonaro disse que há “uma guerra” e que existe uma tentativa política de tentar quebrar a economia para atingir o seu governo.

“O que parece que está acontecendo parece uma questão política, tentando quebrar a economia para atingir o governo”, disse o presidente.

Presidente participou de videoconferência com Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do estado de São Paulo – Foto: Marcos Corrêa / PR

Bolsonaro criticou as medidas de lockdown que passaram a ser consideradas por Doria, um de seus principais adversários políticos. São Paulo tem 54.296 casos confirmados de novo coronavírus e 4.315 mortes.

“Um homem está decidindo o futuro de São Paulo, o futuro da economia do Brasil. Os senhores, com todo o respeito, tem que chamar o governador e jogar pesado, porque a questão é séria, é guerra. É o Brasil que está em jogo, se continuar o empobrecimento da população daqui a poucos seremos iguais na miséria”, disse

O presidente defendeu a abertura rápida do mercado e providências imediatas para evitar consequências como possibilidade de “caos”, “saques” e “desobediência civil”. Segundo o presidente, neste caso não adiantará convocar as Forças Armadas porque não haverá militares suficientes para atuar na Garantia da Lei e da Ordem (GLO).

“Lá na frente, eu tenho falado até com o ministro Fernando (Azevedo), da Defesa, os problemas vão começar a acontecer, de caos, saques de supermercado, desobediência civil. Não adianta querer convocar as Forças Armadas que não vamos ter gente para tanta GLO. Não existe gente para tanta GLO. E o povo vai estar na rua, em grande parte, por estar passando fome. E homem com fome não tem razão, ele perde a razão”, disse.

Bolsonaro citou o decreto no qual incluiu academias, salões de beleza e barbearia na lista de serviços essenciais. Na semana passada, o presidente já havia incluindo na relação a construção civil e atividades industriais.

“Tem governador falando que não vai cumprir. Eles estão partindo para a desobediência civil. Se alguém não concorda com um decreto meu, tem dois caminhos: um projeto de decreto legislativo no Congresso, para tornar sem efeito o meu decreto, ou ação na Justiça, e não (apenas) ‘não vão cumprir'”, disse.