17 de janeiro de 2022 Atualizado 22:00

8 de Agosto de 2019 Atualizado 13:56
MENU

Publicidade

Compartilhe

Política

Aziz critica ‘rifa de propina’ e diz que emenda agiliza importação de vacina

Por Agência Estado

30 jun 2021 às 15:55 • Última atualização 30 jun 2021 às 16:41

Em resposta ao deputado federal Eduardo Bolsonaro (PLS-SP), o presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19, senador Omar Aziz (PSD-AM), afirmou que a emenda que apresentou – acerca da dispensa de autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para importação de vacinas contra a covid-19 – visava agilizar a compra dos imunizantes, “não para o governo federal fazer ‘rifa de propina’ como está ficando comprovado pelas denúncias que pipocam na mídia”.

A manifestação aconteceu em resposta ao deputado e filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que havia divulgado em seu perfil no Twitter que Aziz propôs a compra dos imunizantes pelos entes federativos sem o aval da agência reguladora. “Querem acusar o governo de que? Canalhas!”, escreveu o deputado.

Na última sexta-feira (25), a CPI realizou a oitiva do deputado federal Luís Miranda (DEM-DF) e de seu irmão, o servidor do Ministério da Saúde Luis Ricardo Miranda. Durante o depoimento, o deputado afirmou que o ex-ministro da Saúde Ricardo Barros (PP-PR), atual líder do governo na Câmara, seria o responsável por irregularidades na compra da vacina indiana contra a covid-19 Covaxin – desenvolvida pelo laboratório Bharat Biotech.

Em fevereiro, Barros havia apresentado uma emenda para flexibilizar a Medida Provisória 1026/2021, que dispõe sobre as ações excepcionais relativas à aquisição de vacinas e insumos para o combate à pandemia, a fim de facilitar a compra da Coxavin. Além disso, o deputado também propôs um projeto de decreto legislativo que suspendia a exigência da realização de testes da fase 3 dos ensaios clínicos no País como condição para autorização emergencial dos imunizantes.

Segundo o depoimento dos irmãos Miranda, o presidente Jair Bolsonaro foi informado sobre as possíveis irregularidades em 20 de março.

Publicidade