Tempo para negociar acordo do Brexit com Reino Unido acabou, diz Barnier, da UE

Negociador-chefe da União Europeia para a saída do Reino Unido do bloco (Brexit), Michel Barnier realizou discurso nesta quinta-feira, no…


Negociador-chefe da União Europeia para a saída do Reino Unido do bloco (Brexit), Michel Barnier realizou discurso nesta quinta-feira, no qual disse que o tempo para a negociação do acordo bilateral “acabou”. Em Bruxelas, ele afirmou que falava em nome da Comissão Europeia, já que o presidente da entidade, Jean-Claude Juncker, seguiu para a cúpula do G-20 em Buenos Aires. “Agora é hora de ratificação do acordo do Brexit no Parlamento britânico”, disse Barnier, porém não está claro se a premiê Theresa May terá o apoio da Câmara dos Comuns londrina para isso.

Barnier lembrou que o documento proposto precisa ser ratificado também pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho Europeu. Segundo ele, diante das “circunstâncias difíceis da negociação” e da “extrema complexidade” dos assuntos relacionados à retirada, o acordo fechado é “o único e o melhor possível”.

A autoridade europeia disse ainda que poderia ser “útil relembrar” que a UE não desejava o Brexit. Além disso, fez uma crítica velada à iniciativa, ao comentar que “até agora, ninguém conseguiu me mostrar o valor agregado do Brexit”. De qualquer modo, afirmou que respeita a decisão soberana dos cidadãos do Reino Unido e, como requisitado pelo governo, está sendo realizado um processo de retirada “ordenada”. Ele ainda garantiu que será respeitado o debate “parlamentar e democrático” sobre a questão no Reino Unido.

Após o Brexit, as partes devem negociar a relação futura. Segundo Barnier, não há a intenção de ter uma atitude “agressiva” ou buscar “vingança”, mas sim interesse em construir a parceria futura. “Nós continuaremos a trabalhar com o respeito devido a um grande país, que de todo modo seguirá nosso amigo, parceiro e aliado.”

Ao mesmo tempo, a autoridade apontou que, como o Reino Unido decidiu deixar a UE e o mercado comum, esse status quo não poderá continuar no futuro. Segundo ele, as companhias deveriam estar se preparando para isso. Há, porém, interesse em uma “parceria ambiciosa” em bens, serviços, na área digital, de mobilidade, transporte, energia e política externa, entre outros pontos, garantiu.

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