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Mundo

Reino Unido avalia ampliar o prazo de confinamento

Por Agência Estado

06 jan 2021 às 07:35 • Última atualização 06 jan 2021 às 10:31

O Reino Unido registrou nesta terça, 5, 60.916 novos casos de covid-19 em 24 horas, um novo recorde diário. Foi o segundo dia consecutivo que o país reportou um novo máximo de infecções diárias e o sétimo em que ultrapassou as 50 mil notificações. Ainda ontem, o ministro de Gabinete, Michael Gove, disse que o lockdown que começou na segunda-feira pode durar até março e não fevereiro, como era previsto.

De acordo com Gove, o prazo para a manutenção das restrições vai depender da velocidade da vacinação. “Não podemos prever com certeza que conseguiremos suspender as restrições na semana que começa de 15 a 22 (de fevereiro). O que faremos é tudo que pudermos para garantir que o maior número possível de pessoas seja vacinado para que possamos começar a suspender progressivamente as restrições”, disse Gove à emissora Sky News ontem.

“Acho que é certo dizer que, ao entrarmos em março, devemos ser capazes de retirar algumas dessas restrições, mas não necessariamente todas.”

O Reino Unido começou a administrar vacinas e mais de 1 milhão de pessoas já receberam a primeira dose.

As restrições impostas na segunda-feira, 4, são as mais severas desde março. O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, disse, ao anunciar as medidas, que as próximas semanas serão as “mais difíceis até agora”.

O governo determinou o fechamento das escolas, uma medida criticada, pois algumas crianças já haviam retornado às aulas presenciais. Gove admitiu que a administração esperou até o último momento e só impôs as novas restrições quando não havia mais alternativa.

Além das escolas, bares, restaurantes e comércio não essencial devem fechar as portas. Os órgãos executivos semiautônomos na Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte impuseram medidas semelhantes.

Uma variante mais contagiosa do vírus identificada no país seria a responsável pelo alto número de novos casos. “O rápido aumento de casos é muito preocupante e significará ainda mais pressão sobre nossos serviços de saúde no auge do inverno (no norte)”, disse Yvonne Doyle, diretora médica da Public Health England (PHE, na sigla em inglês, agência de saúde pública).

Só na Inglaterra, 27 mil pessoas estão internadas com covid-19, 40% a mais do que durante o primeiro pico da epidemia no país em abril. (COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS)
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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