Paraguai e Brasil cancelam acordo feito em maio sobre energia

Ata anulada foi divulgada na semana passada e termos geraram uma crise política que ameaça o governo de Mario Abdo, que sofria risco de impeachment


Numa demonstração de apoio político ao governo do presidente paraguaio, Mario Abdo, o governo brasileiro aceitou a decisão “unilateral e soberana” do país vizinho para anular a ata bilateral assinada em 24 de maio com o Brasil a respeito da contratação da potência da Usina de Itaipu Binacional.

A ata anulada foi divulgada na semana passada e seus termos geraram uma crise política que ameaça o governo de Marito, que sofria risco de impeachment. Uma reunião que estava programada para ocorrer em Brasília ainda esta semana foi antecipada para esta quinta-feira, 1º de agosto, e foi realizada em Assunção, com representantes dos ministérios das Relações Exteriores de ambos os países.

Foto: Alexandre Marchetti-ItaipuBinacional
Acordo sobre energia da Usina Hidroelétrica Itaipu Binacional foi cancelado

Segundo o documento que saiu da reunião, altas partes contratantes instruíram suas equipes técnicas a retomar as reuniões com o objetivo de definir o cronograma de potência a ser contratada pela Eletrobras e pela Ande no período de 2019 a 2022.

Ainda de acordo com o documento, os dois países concordam que a falta de acordo com o tema “afeta negativamente o faturamento dos serviços de eletricidade da entidade binacional e, ainda nesse sentindo, destacaram a importância de encontrar um solução para o problema no curto prazo”.

O documento, no entanto, deixa claro que o pedido do Paraguai para que a ata fosse denunciada pelos dois países não foi acatado, já que a ata menciona uma decisão unilateral do país vizinho.

Após a divulgação do resultado da reunião desta quinta, diversos deputados e senadores do Paraguai começaram a retirar apoio ao julgamento político de Marito.

Segundo informações da imprensa local, o presidente do Partido Colorado, o deputado Pedro Alliana, informou que o documento mostra que o dano da ata anterior foi corrigido e, portanto, decidiu retirar o apoio ao impeachment.

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