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Mundo

OMS: Tedros cita ‘catástrofe moral’ por desiguldades na distribuição de vacinas

Por Agência Estado

18 jan 2021 às 08:42 • Última atualização 18 jan 2021 às 10:24

O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, instou a comunidade internacional a tomar ações para garantir uma distribuição mais equitativa das vacinas contra o coronavírus e disse que o mundo está “à beira de uma catástrofe moral” em meio ao processo desigual de imunização.

“Não apenas essa abordagem do ‘eu primeiro’ deixa os mais pobres e vulneráveis em risco, mas também é autodestrutível”, afirmou, na abertura da reunião anual do Conselho Executivo da entidade. “Essas medidas vão somente prolongar a pandemia”, acrescentou.

Tedros comentou que, até o momento, quase 40 milhões de doses foram aplicadas em nações desenvolvidas, enquanto apenas 25 foram distribuídas em apenas um país pobre. “A emergência recente de novas variantes mais contagiosas torna a rápida e equitativa distribuição das vacinas ainda mais importantes”, ressaltou.

O líder da OMS também revelou que a iniciativa Covax, que visa acelerar a imunização global, deve começar a entregar as primeiras doses em fevereiro e buscará entregar mais 2 bilhões em todo o planeta. “Alguns países e empresas continuam priorizando acordos bilaterais, contornando a Covax, impulsionando os preços e tentando furar a fila”, criticou.

Segundo ele, 44 acordos desse tipo foram firmados no ano passado e 12 em 2021 até agora. “Essa situação é agravada pelo fato de que a maior parte das fabricantes priorizou aprovação regulatória nos países onde os lucros são maiores, ao invés de destinar as doses para a OMS. Isso pode atrasar as entregas da Covax e criar o cenário que para a qual ela foi criada a evitar: desordem, mercado caótico, resposta não coordenada e contínuos problemas sociais e econômicos”, ressaltou.

O diretor-geral da Organização pediu aos produtores que deixem os países compartilharem doses das vacinas e exortou governos a apenas usarem imunizantes que cumpram “rigorosos” critérios internacionais de segurança e eficácia. “Meu desafio para todos os Estados membros é garantir que, quando o dia mundial da saúde chegar, em dezembro, as vacinas para a covid-19 já estejam sendo aplicadas em todos os países”, pontuou.

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