23 de setembro de 2020 Atualizado 22:55

8 de Agosto de 2019 Atualizado 13:56
MENU

Compartilhe

Mundo

Navalni respira sem ajuda de aparelhos e pretende voltar à Rússia

Por Agência Estado

15 set 2020 às 09:16 • Última atualização 15 set 2020 às 11:33

O líder da oposição russa Alexei Navalni afirmou nesta terça-feira, 15, que consegue respirar sem a ajuda de aparelhos. A declaração foi feita pelas redes sociais, no primeiro pronunciamento de Navalni desde seu internamento, em agosto, após ser envenenado durante viagem à Sibéria. O líder opositor publicou fotos ao lado da esposa, no Instagram, sentado na cama do hospital em Berlim, na Alemanha, onde segue internado.

Navalni disse sentir falta dos seguidores, e contou um pouco sobre sua recuperação. “Ontem eu consegui respirar sozinho o dia todo”, disse. E completou: “Gostei muito, é um procedimento surpreendente subestimado por muitos. Eu recomendo.”

De acordo com o hospital Charite, de Berlim, Navalni poderá abandonar por completo a respiração artificial em breve, o que revela o progresso na recuperação do líder opositor, que deixou o coma induzido na semana passada.

O envenenamento do russo por Novichok – agente neurotóxico desenvolvido na União Soviética entre as décadas de 1970 e 1980 – foi confirmado nesta segunda-feira, 14, por França e Suécia. Antes, um laboratório alemão já havia concluído sobre o uso da substância, o que deu início a suspeitas do envolvimento do Kremlin em uma tentativa de se livrar do opositor. O governo russo nega.

Regresso

Segundo o The New York Times, Navalni pretende regressar à Rússia para “continuar sua missão”. Isso é o que afirmou ao jornal americano um procurador alemão que conversou com o líder da oposição russa. O procurador, que preferiu manter o anonimato, destacou que Navalni mostrou estar mentalmente bem e “totalmente consciente da sua condição, totalmente consciente do que lhe aconteceu e totalmente consciente do lugar onde está”. “Ele não planeja ficar exilado na Alemanha. Ele quer voltar para casa, para a Rússia e quer continuar a sua missão”, acrescentou. (Com agências internacionais).

Publicidade