Mídia oficial divulga discurso de Xi Jinping para mostrar atuação desde início do coronavírus


A mídia estatal chinesa publicou neste domingo um recente discurso do presidente chinês, Xi Jinping, sinalizando pela primeira vez que o chefe de estado liderou a resposta contra a ameaça de epidemia gerada pelo novo coronavírus, nomeado como COVID-19, desde o início da crise.

A publicação do discurso, feito originalmente em 3 de fevereiro, aparentemente é uma tentativa de demonstrar que a liderança do Partido Comunista atuou decisivamente desde o início. O movimento, porém, também abre espaço para a pergunta: por que o público não foi alertado sobre o problema antes?

No discurso, Xi diz ter dado instruções sobre o combate ao vírus em 7 de janeiro e ordenado o isolamento de algumas cidades localizadas no epicentro da crise em 23 de janeiro. “Em 22 de janeiro, diante do rapidez de contágio identificada por esse vírus e os desafios para prevenção e controle, deixei claro minha solicitação para que a província de Hubei implemente medidas de restrição e controle sobre o fluxo de pessoas”, teria dito Xi durante encontro com os principais membros do partido.

O número de casos na China continental caiu pelo terceiro dia consecutivo neste domingo, de acordo com dados oficiais da Comissão Nacional de Saúde (CNS). Com 2.009 novos casos identificados nas últimas 24 horas, o total de infectados na região diminuiu para 68.500 pessoas.

Segundo o porta-voz da Comissão, Mi Feng, o porcentual de casos graves caiu para 7,2% do total, ante o pico de 15,9% registrado em 27 de janeiro. A maior proporção de casos graves ainda se concentra em Wuhan, a cidade de Hubei onde o surto começou, mas caiu para 21,6%, frente ao pico de 32,4% registrado em 28 de janeiro. “Os esforços nacionais contra a epidemia tem mostrado resultados”, disse Mi.

Hoje a China reportou mais 142 mortes, a maior parte em Hubei, elevando o número de mortes na China continental para 1.665. Outras 9.419 pessoas conseguiram se recuperar do novo coronavírus e já receberam alta dos hospitais.

Fonte: Associated Press.

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