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Brasil e Mundo

Lula diz que tentativa de golpe na Bolívia é ‘imperdoável’

Por Agência Estado

09 de julho de 2024, às 08h31

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse nesta segunda-feira, 8, ao chegar à Bolívia, que é “imperdoável” a tentativa de golpe sofrida pela país vizinho e afirmou que ajudará “naquilo que puder” para ajudar a fortalecer a democracia. Lula chegou à Santa Cruz de la Sierra para uma visita oficial à Bolívia e uma reunião bilateral com o presidente Luis Arce na terça-feira, 9.

“É imperdoável, é imperdoável a tentativa de golpe. Graças a Deus, o povo boliviano garantiu a democracia e acho que a solidariedade internacional foi muito importante. É inimaginável você pensar no primeiro quarto do século 21, você achar que vai resolver o problema dando golpe, que os militares podem ser a solução, para quê? A solução está no fortalecimento da democracia, está na participação da sociedade civil, está no voto do eleitor brasileiro, boliviano e assim por diante”, disse Lula a jornalistas.

No dia 26 de junho, Arce denunciou uma tentativa de golpe de Estado e trocou toda a cúpula militar da Bolívia. Horas depois, os blindados e soldados que estavam cercando a sede do Executivo se desmobilizaram. O general Juan José Zúñiga, chefe do Exército, foi preso pela polícia.

Perguntado sobre como é possível resolver a briga política entre Arce e seu antigo padrinho político, o ex-presidente Evo Morales, Lula respondeu: “Como se resolve qualquer conflito entre dois seres humanos. Eu não conversei ainda com o presidente Arce. Amanhã, vou me dar conta por inteiro de como está a situação política na Bolívia, como está a divergência entre Evo e quem são os candidatos de oposição. Ou seja, naquilo que a gente puder ajudar para construir uma unidade e fortalecer a democracia, esse, acho é o papel do Brasil”.

Antes, Lula listou uma série de ações que o Brasil pode adotar para ajudar no desenvolvimento da Bolívia. Dentre elas, transferência de tecnologia, venda de insumos e máquinas agrícolas a preços mais acessíveis e até fazer com que a Petrobras volte a prospectar gás no país.

Os jornalistas lembraram Lula que o presidente não visitava a Bolívia havia 15 anos. “Às vezes eu fico triste porque faz 15 anos que não venho aqui, imaginava que as coisas tinham evoluído, que tivesse tido mais investimento, que o Brasil tivesse cuidado melhor dos seus parceiros”, lamentou. “Acredito muito na questão da integração, acredito que não há saída individual para nenhum país da América do Sul. Ou nós aprendemos agir como bloco e saímos da mesmice e nos transformamos numa região desenvolvida, competitiva, ou a gente vai continuar pobre. Esse é o dilema que estamos vivendo.”

Lula exaltou a entrada oficial da Bolívia no Mercosul, que foi formalizada nesta segunda em reunião de cúpula do bloco realizada em Assunção, no Paraguai. “Caminho natural para quem acredita que podemos fazer um bloco forte. Nosso potencial é extraordinário”, disse, ao citar o processo global de transição energética. “Chegou a vez da gente mostrar que tem valor e que deixar de ser pequeno, a gente quer ser grande. Isso passa pela unidade dos países, pela integração.”

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