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Mundo

Grupo de senadores republicanos pede esforço por pacote de ajuda mais enxuto

Por Agência Estado

31 jan 2021 às 11:46 • Última atualização 31 jan 2021 às 14:04

Um grupo de 10 senadores republicanos pediu ao presidente dos EUA, Joe Biden, para trabalhar com eles em um esforço bipartidário de ajuda ao coronavírus em uma carta neste domingo, enquanto os democratas se preparavam para avançar com a aprovação do pacote de US$ 1,9 trilhão sem o apoio do Partido Republicano.

Em sua carta, os senadores republicanos pediram para se encontrar com Biden para apresentar detalhes de sua proposta, cujo custo geral eles não declararam, e disseram que estavam se manifestando em resposta ao seu apelo pelo bipartidarismo.

“Reconhecemos seus apelos por unidade e queremos trabalhar de boa fé com seu governo para enfrentar os desafios de saúde, econômicos e sociais da crise de Covid”, escreveram os senadores republicanos.

A carta descreve alguns componentes da proposta republicana, incluindo US$ 160 bilhões para distribuição de vacinas, testes, rastreamento e equipamento de proteção individual, US$ 4 bilhões para reforçar os serviços de saúde comportamental e abuso de substâncias, estendendo o seguro-desemprego federal aprimorado e alívio para pequenas empresas.

Os senadores republicanos também disseram que apoiam uma rodada “mais direcionada” de cheques diretos “para as famílias que mais precisam de assistência”, mas não especificaram o valor do cheque.

O plano de US$ 1,9 trilhão de Biden fornece um cheque de US$ 1.400 para muitos americanos; aumenta e estende o apoio federal ao desemprego e oferece fundos para distribuição de vacinas e escolas. Ele também inclui disposições contrárias a muitos republicanos, como um aumento do salário mínimo para US$ 15 por hora e financiamento para governos estaduais e locais. O valor total, porém, é visto como extremamente alto pelos republicanos, pesando sobre o orçamento do país.

Os senadores republicanos que assinaram a carta representam os membros mais centristas do partido: Susan Collins do Maine, Lisa Murkowski do Alasca, Bill Cassidy da Louisiana, Mitt Romney de Utah, Rob Portman de Ohio, Shelley Moore Capito da Virgínia Ocidental, Todd Young de Indiana, Jerry Moran de Kansas, Thom Tillis da Carolina do Norte e Mike Rounds de South Dakota.

Os líderes democratas disseram que planejam iniciar o processo conhecido como reconciliação ainda esta semana, abrindo um caminho que podem usar para aprovar leis com maioria simples em ambas as câmaras. Isso significaria que eles poderiam aprovar um pacote de ajuda ao coronavírus com apenas votos democratas, se todos os 50 democratas do Senado se mantivessem unidos e a vice-presidente Kamala Harris votasse pelo desempate.

O primeiro passo é aprovar uma resolução orçamentária, que pode ser apresentada já na segunda-feira, segundo assessores, estabelecendo votos nas duas câmaras no final da semana.

Com Dow Jones Newswires.

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