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Estados Unidos

Fiança de ex-policial acusado de matar George Floyd é fixada em US$ 1,2 mi

Derek Chauvin é acusado de homicídio em 2º grau por ter se ajoelhado no pescoço de Floyd por quase nove minutos durante abordagem policial

Por Agência Estado

08 Junho 2020, às 17h00 • Última atualização 08 Junho 2020, às 20h49

A fiança para o ex-policial Derek Chauvin, acusado de matar o afro-americano George Floyd há duas semanas, foi fixada nesta segunda-feira, 8, em US$ 1,2 milhão. Chauvin compareceu pela primeira vez ao tribunal na quinta-feira 4.

Após uma breve audiência de videoconferência da prisão onde o policial está detido, a juíza Jeannice Reding, do condado de Hennepin, Minneapolis, agendou o próximo comparecimento de Chauvin para o dia 29 de junho.

Morte de George Floyd motivou protestos em várias partes do mundo contra o racismo – Foto: Andrew Harnik / Associated Press / Estadão Conteúdo

Chauvin é acusado de homicídio em segundo grau por ter se ajoelhado no pescoço de Floyd por quase nove minutos durante uma abordagem policial no dia 25 de maio por uma denúncia de suposto uso de uma nota falsa. A fiança foi aumentada em US$ 250 mil nesta segunda após o procurador assistente de Minnesota Matthew Frank argumentar que “a gravidade das acusações” e a comoção pública tornariam mais provável uma tentativa de sair da prisão.

Atualmente detido na prisão estadual de segurança máxima de Minnesota, o ex-agente de 44 anos foi filmado pressionando o joelho contra o pescoço de Floyd até que a vítima parasse de respirar.

A morte de Floyd desencadeou uma série de protestos antirracismo e contra a violência policial em todo o país, que já duram duas semanas. As manifestações também se espalharam para outros países. Também teve início uma onda de críticas contra o governo de Donald Trump, por sua estratégia de mão dura para encarar a crise.

Congresso

Parlamentares democratas se ajoelharam nesta segunda-feira, 8, no Congresso dos EUA para prestar 8:46 minutos de silêncio em homenagem a Floyd e outros negros americanos “que perderam a vida injustamente” pela violência de policiais brancos, antes de apresentar uma proposta de reforma orgânica da Polícia.

A presidente democrata do Congresso, Nancy Pelosi, o líder da minoria de seu partido no Senado, Chuck Schumer, e outros 20 parlamentares opositores, incluindo vários representantes negros, se reuniram no “Salão da Emancipação”, assim nomeado em homenagem aos escravos que trabalharam na construção da sede legislativa em Washington, o Capitólio, no século 18.

A duração da homenagem não foi casual. Este foi o tempo que um policial branco passou com seus joelhos apoiados no pescoço de Floyd.

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