Facebook pode levar multa recorde por violação de privacidade

Comissão Federal do Comércio está estudando uma multa recorde como consequência do escândalo Cambridge Analytica, segundo jornal dos EUA


A Comissão Federal do Comércio (FTC, na sigla em inglês), agência dos EUA responsável por regular o comércio no país, está estudando uma multa recorde ao Facebook como consequência do escândalo Cambridge Analytica, publicou o jornal americano The Washington Post na tarde desta sexta-feira, 18.

Revelado em março, o caso tem como protagonista a consultoria política, que utilizou indevidamente dados de 87 milhões de usuários da rede social para influenciar as eleições presidenciais americanas em 2016 e o processo do Brexit. A punição não seria diretamente pelo caso Cambridge, mas sim pela violação a um acordo de 2011 entre o Facebook e a FTC para melhorar as práticas de proteção de privacidade dos usuários.

Foto: tuaulamac on VisualHunt - CC BY-NC-SA
Facebook, de Mark Zuckerberg (foto), deve receber multa recorde por escândalo nos Estados Unidos

Segundo o Washington Post, a agência considera aplicar uma multa muito superior aos US$ 22,5 milhões que o Google teve de pagar por violar um acordo semelhante com a FTC, em 2012.

A investigação sobre a violação do acordo entre o Facebook e a agência ocorre desde março do ano, logo após a explosão do caso Cambridge Analytica. O caso, porém, está parado, uma vez que a agência governamental encontra-se sem fundos, devido à paralisação do governo americano. A FTC só voltará a funcionar quando o Congresso dos EUA aprovar um novo orçamento para 2019. Para isso, o governo Trump precisará entrar em acordo com o Partido Democrata, hoje maioria na Câmara dos Deputados.

O tamanho da multa, porém, ainda não foi definido. Segundo o jornal, o Facebook já esteve em contato com agentes da FTC para que um acordo fosse realizado, mas ainda não é possível saber se ele será viabilizado. A reportagem do Washington Post procurou ainda o Facebook, a FTC e seu presidente para comentar o assunto nenhum deles respondeu às solicitações da reportagem.

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