Ex-advogado chama Trump de “vigarista” e diz que presidente cometeu crimes

Ex-advogado de Donald Trump, Michael Cohen acusou pela primeira vez em público o presidente dos Estados Unidos de conduta criminosa…


Ex-advogado de Donald Trump, Michael Cohen acusou pela primeira vez em público o presidente dos Estados Unidos de conduta criminosa durante exercício do mandato, no caso relacionado a um pagamento em dinheiro a uma atriz pornô. Ele fez as acusações no depoimento preparado para uma audiência no Congresso, na qual descreveu o presidente como “vigarista” e “trapaceiro”.

Cohen também detalhou várias outras alegações, inclusive que Trump tinha conhecimento antecipado dos planos do WikiLeaks para liberar e-mails do Partido Democrata durante a campanha eleitoral de 2016 – mensagens que as agências de inteligência americanas disseram ter sido roubados por hackers russos e entregues ao site.

“Ele Trump me pediu para pagar uma estrela de filme adulto com quem ele teve um caso, e mentir para sua esposa sobre isso”, disse Cohen, referindo-se a Stephanie Clifford, a quem pagou US$ 130 mil nas semanas que antecederam a eleição de 2016. Ele disse que Trump o orientou a usar seus recursos pessoais “para evitar que qualquer dinheiro fosse rastreado até ele, o que poderia impactar negativamente sua campanha”. O próprio advogado fez os pagamentos, mas Trump esteve em discussões sobre como poderiam fazer essa operação, afirmou.

Cohen deve apresentar um cheque de US$ 35 mil assinado por Trump de sua conta pessoal e datado de 1º de agosto de 2017 – uma das prestações mensais que ele teria recebido como reembolso pelo pagamento dos US$ 130 mil a Stephanie Clifford. O advogado diz que o cheque foi um dos 11 pagamentos que Trump fez a ele já na presidência.

Além disso, Cohen deve apresentar um cheque recebido em março de 2017 por uma prestação de US$ 35 mil assinado pelo diretor-financeiro da Trump Organization, Allen Weisselberg e por Donald Trump Jr., o filho mais velho do presidente. Donald Trump Jr. e Eric Trump assumiram o comando da companhia antes da posse de Trump.

Os pagamentos a Cohen foram caracterizados por Weisselberg como taxas advocatícias legais, mas promotores federais têm sustentado que os pagamentos não tinham ligação com qualquer serviço legal fornecido no período.

Cohen também mostrou cópias de uma carta que ele diz que Trump enviou com ameaças a instituições de ensino para que não divulgassem suas notas em testes. O presidente criticou Cohen hoje no Twitter, dizendo que ele mente para conseguir uma pena menor na prisão. Fonte: Dow Jones Newswires.

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