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Mundo

EUA recebem pedido de uso emergencial de vacina

Por Agência Estado

21 nov 2020 às 07:20 • Última atualização 21 nov 2020 às 10:23

A farmacêutica americana Pfizer e a empresa de biotecnologia alemã BioNTech entraram nesta sexta-feira, 20, com o pedido de uso emergencial da vacina contra a covid-19 na agência regulatória de medicamentos e alimentos dos EUA (FDA). Na última semana, as empresas anunciaram que os resultados finais dos testes do imunizante apontaram eficácia de 95% do produto na proteção contra a infecção pelo coronavírus.

“É com grande orgulho e alegria – e até mesmo um pouco de alívio – que posso dizer que nosso pedido de autorização de uso emergencial para nossa potencial vacina está agora nas mãos do FDA. Este é um dia histórico para a ciência. Demorou apenas 248 dias desde o dia em que anunciamos nossos planos de colaborar com a BioNTech até a data de apresentação à FDA. Operamos com velocidade extraordinária em nosso programa de desenvolvimento clínico”, declarou ontem o CEO da Pfizer, Albert Bourla.

Em comunicado conjunto, as companhias afirmaram que estarão prontas a distribuir o produto “dentro de horas” após a autorização. A expectativa das empresas é de que a vacinação comece nos Estados Unidos entre o meio e o fim de dezembro.

Após receber o pedido, a FDA informou que agendou para o dia 10 de dezembro uma reunião com seu comitê assessor para vacinas e produtos biológicos na qual será discutida se o produto receberá ou não o aval do órgão. Até lá, os especialistas da agência passarão as próximas semana analisando os dados do estudo submetidos pelas farmacêuticas.

A Pfizer e a BioNTech disseram ainda que já iniciaram o processo de submissão contínua de resultados dos estudos nas agências regulatórias da Europa, Austrália, Canadá, Japão e Reino Unido e pretendem submeter os documentos para outras autoridades regulatórias do mundo imediatamente.

A submissão contínua ocorre quando os resultados das fases dos testes clínicos vão sendo apresentados a medida que ficam prontos e não somente ao final da pesquisa. A prática acelera a análise dos dados por parte das agências.

Anvisa

Não há informação sobre quando a solicitação de registro será feita à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Procurada pelo Estadão, a agência disse que não recebeu “pedidos da Pfizer para registro ou submissão continua de etapas já realizadas para a sua vacina contra a covid-19”.

Importante lembrar que a Anvisa, ao contrário da FDA, não emite autorização de uso emergencial para produtos. Mas se os resultados dos estudos forem robustos o suficiente para comprovar eficácia e segurança, a agência poderá conceder o registro regular à vacina.

Também questionada pela reportagem, a representação da Pfizer no Brasil não informou quando esse pedido será submetido às autoridades brasileiras. Anteriormente, a empresa afirmou que apresentou ao Ministério da Saúde uma proposta de fornecimento, no primeiro semestre de 2021, de doses suficientes para vacinar “alguns milhões” de brasileiros. O número exato não foi informado.

As empresas disseram estar trabalhando para escalar a produção, na expectativa de chegar a 50 milhões de doses – suficientes para imunizar 25 milhões de pessoas – até o fim do ano, e a 1,3 bilhão de doses em 2021.

Segurança

De acordo com as farmacêuticas, o pedido de registro na agência americana é apoiado pelos dados que demonstraram 95% de eficácia e por dados de segurança exigidos pela FDA, como o acompanhamento de cerca de 38 mil participantes por dois meses após a segunda dose da vacina.

“O envio também inclui dados de segurança solicitados em aproximadamente cem crianças de 12 a 15 anos de idade. Aproximadamente 42% dos participantes globais e 30% dos participantes dos EUA no estudo de fase 3 têm origens racial e etnicamente diversas, e 41% dos participantes globais e 45% dos participantes dos EUA têm 56-85 anos de idade. Até o momento, o Comitê de Monitoramento de Dados (DMC) para o estudo não relatou nenhuma preocupação séria de segurança relacionada à vacina”, destacou o comunicado das empresas.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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