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Mundo

EUA doarão milhões de vacinas para Américas do Sul e Central, incluindo Brasil

Vacinas enviadas a outros países agora serão de imunizantes produzidos pelas farmacêuticas Pfizer, Moderna e Johnson & Johnson

Por Agência Estado

03 jun 2021 às 13:54 • Última atualização 03 jun 2021 às 14:59

Há pouco mais de 15 dias, Biden anunciou que os Estados Unidos enviariam a outros países 80 milhões de doses de vacinas - Foto: Official White House Photo by Adam Schultz

A Casa Branca irá doar 6 milhões de doses para a América do Sul e Central, que serão divididos entre Brasil, Argentina, Colômbia, Costa Rica, Peru, Equador, Paraguai, Bolívia, Guatemala, El Salvador, Honduras, Panamá, Haiti, República Dominicana e outros países da comunidade do Caribe. Ainda não há detalhamento sobre número de doses que o Brasil irá receber.

Por ora, o plano de distribuição inclui 25 milhões de doses que serão inicialmente distribuídos a outros países. Há pouco mais de 15 dias, Biden anunciou que os Estados Unidos enviariam a outros países 80 milhões de doses de vacinas contra Covid-19 até o fim de junho.

O Brasil entrou na lista de países que irão receber vacinas americanas através do Covax Facility, consórcio internacional. Os EUA irão distribuir 75% das doses através do Covax e 25% diretamente a outros países.

Nesta leva inicial, os EUA decidiram distribuir diretamente 6 milhões de doses a “prioridades regionais e parceiros” que incluem México, Canadá, Coreia do Sul, territórios palestinos, Ucrânia, Kosovo, Haiti, Geórgia, Egito, Jordânia, Iraque e Iêmen, além de funcionários das Nações Unidas.

Em uma declaração divulgada pela manhã, o presidente dos EUA, Joe Biden, disse que as doses que não foram compartilhadas via Covax “serão compartilhadas diretamente com países que estão passando por surtos, aqueles em crise e outros parceiros e vizinhos, incluindo Canadá, México, Índia e República da Coréia”. O Brasil ficou de fora desta lista e receberá apenas doses através do Covax.

Também através do Covax, os EUA irão destinar 7 milhões de doses para a Ásia (Índia, Nepal, Bangladesh, Paquistão, Sri Lanka, Afeganistão, Maldivas, Malásia, Filipinas, Vietnã, Indonésia, Tailândia, Laos, Nova Guiné, Taiwan e ilhas do Pacífico) e 5 milhões de doses para a África (países que serão selecionados pela União Africana).

O estoque de quase 60 milhões de doses do imunizante da AstraZeneca, no entanto, ainda precisa de aprovação para uso pelo órgão regulatório do país antes de ser distribuído. As vacinas enviadas a outros países agora serão de imunizantes produzidos pelas farmacêuticas Pfizer, Moderna e Johnson & Johnson, que já estão em uso nos EUA.

A estratégia sobre o compartilhamento de doses levou meses para ser anunciada. Desde o início de março, quando ficou claro que os EUA aceleraram seu processo de vacinação a ponto de vislumbrar a volta à normalidade, a comunidade internacional tem cobrado que o governo americano colabore com o enfrentamento do vírus ao redor do mundo. Países fizeram pedidos diretamente à Casa Branca.

Os EUA, então, ampliaram a promessa de financiamento ao Covax Facility, o consórcio internacional para promover acesso equitativo às vacinas e concordaram com o empréstimo de 4 milhões de doses de imunizante aos vizinhos México e Canadá.

A Casa Branca continuou pressionada, no entanto, a fazer mais do que isso. Há 15 dias, Biden afirmou que os EUA seriam responsáveis por um “arsenal de vacinas” para acabar com a pandemia em todos os lugares do mundo.

“Estamos compartilhando essas doses para não garantir favores ou extrair concessões. Estamos compartilhando essas vacinas para salvar vidas e para liderar o mundo no fim da pandemia, com a força do nosso exemplo e com os nossos valores. E continuaremos a seguir a ciência e a trabalhar em estreita cooperação com nossos parceiros democráticos para coordenar um esforço multilateral, inclusive por meio do G-7”, disse Biden em declaração enviada no período da manhã.

O anúncio da estratégia global acontece a uma semana da viagem de Biden para o Reino Unido, onde encontrará aliados em uma reunião do G-7. O presidente americano pretende, no encontro, traçar uma estratégia multilateral para acabar com a pandemia, além da doação de doses. Segundo ele, o trabalho exigirá parceria com as farmacêuticas.

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