Em Hong Kong, manifestantes paralisam território e fazem greve geral


Uma greve geral em Hong Kong provocou caos nesta segunda-feira, com manifestantes iniciando incêndios diante de delegacias de polícia e lançando tijolos e ovos contra agentes. Após causar distúrbios no tráfego no início do dia, os manifestantes foram para parques públicos e praças em vários distritos, recusando-se a dispersar mesmo após a política lançar gás lacrimogêneo e atirar balas de borracha para o ar.

Hong Kong tem mais de dois meses de protestos contra o governo, em sua maioria nos fins de semana. Nesta segunda-feira, contudo, a cidade ficou paralisada, em um esforço para atrair mais atenção para as demandas do movimento. Hong Kong está “à beira de uma situação muito perigosa”, afirmou a executiva-chefe do território autônomo, Carrie Lam, que disse não ter a intenção de renunciar.

Os protestos começaram como reação a uma proposta de legislação de extradição que permitiria o envio de suspeitos à China continental para julgamento. O governo desde então já suspendeu o projeto, mas manifestantes agora pedem mudanças mais amplas e que ele seja inteiramente arquivado. Há ainda demandas por reformas democráticas, incluindo a dissolução da atual legislatura e uma investigação sobre a suposta brutalidade policial. Mais de 400 manifestantes foram detidos desde 9 de junho, quando uma grande marcha reuniu mais de 1 milhão de pessoas e lançou o movimento de protesto. Fonte: Associated Press.

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