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Economia

ThyssenKrupp amplia foco em energia eólica

Por Agência Estado

21 jan 2021 às 07:49 • Última atualização 21 jan 2021 às 10:16

O crescimento do setor eólico no Brasil levou a siderúrgica alemã ThyssenKrupp a aproveitar cerca de 20% da capacidade produtiva da sua fábrica em Santa Luzia, Minas Gerais – antes dedicada apenas a equipamentos de mineração – para o fornecimento de componentes de grande porte para geradores eólicos, segundo informou a empresa nesta quarta-feira, 20.

A geração eólica já é a segunda maior fonte brasileira de energia elétrica e é responsável por cerca de 10% do abastecimento nacional. A expectativa é de que a fonte continue a crescer e ganhe um impulso maior no Brasil ao longo desta década, com a entrada de projetos de geração eólica offshore, no momento em análise no Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

A ThyssenKrupp já fornece rolamentos e anéis de amplo diâmetro para turbinas eólicas a partir de sua planta localizada em Diadema (SP), e passa agora a atuar também para o setor eólico a partir de Minas Gerais. A empresa não é o único grande grupo industrial com forte atuação em outros setores a apostar na energias renováveis. A Weg, de Santa Catarina, também têm aumentado no segmento.

Potencial

“O segmento de energia eólica está em plena ascensão e vimos a oportunidade de diversificar os negócios gerados em nossa fábrica de Santa Luzia. Na unidade, que atualmente é voltada ao setor da mineração, temos um diferencial importante de mercado: capacidade produtiva para absorver novas encomendas que demandam a usinagem complexa de grandes peças e, por essa razão, decidimos investir nessa nova área”, explica Paulo Alvarenga, presidente da ThyssenKrupp na América do Sul.

Dentro da nova atuação, a ThyssenKrupp já está trabalhando na produção de 50 peças de grande porte para dois clientes do setor, com previsão de entrega para o primeiro semestre de 2021. A empresa é capaz de produzir cerca de 200 peças para geradores eólicos por ano, informou, em nota.
As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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