Taxas de juros têm volatilidade em dia de poucos negócios


As movimentações do mercado futuro de juros no penúltimo dia de negociações do ano ficaram restritas basicamente a ajustes. Mesmo assim, as taxas não ficaram livres da volatilidade, causada pela combinação entre liquidez reduzida, dólar instável e juros americanos em alta.

As taxas alternaram estabilidade e pequenas altas, concentradas principalmente em vencimentos intermediários. O pico do dia foi registrado à tarde, quando os juros renovaram máximas acompanhando comportamento idêntico do dólar. “A alta do dólar esteve bastante relacionada à disputa entre ‘comprados’ e ‘vendidos’ e, por isso, nem deveria ter influenciado os juros. Mas a liquidez reduzida acabou por favorecer um ajuste à tarde”, disse um trader paulista.

Os juros dos Treasuries (títulos do Tesouro dos EUA) – outra referência por aqui – também renovaram máximas à tarde, após a divulgação dos resultados do leilão de US$ 35 bilhões em notas de cinco anos. O leilão teve rendimento de 1,785%, o mais alto para leilões de títulos de 5 anos desde setembro de 2014.

O noticiário foi acompanhado de perto, mas não houve fato capaz de exercer influência significativa na curva de juros. Entre os destaques da tarde esteve a notícia do decreto presidencial que concedeu reajuste de 11,6% no salário mínimo, que passa a R$ 880 a partir de 1º de janeiro.

Pela manhã, havia grande expectativa com a divulgação dos números do setor público consolidado de novembro. Os dados, que incluem Governo Central, Estados, municípios e estatais (com exceção da Petrobras e Eletrobras) vieram com déficit primário de R$ 19,567 bilhões, pior resultado para o mês da série histórica, iniciada em 2002. A mediana das expectativas do mercado era negativa em R$ 21,500 bilhões, segundo levantamento do AE Projeções.

No acumulado de janeiro a novembro de 2015, segundo o BC, as contas do setor público acumularam um déficit primário de R$ 39,520 bilhões – também o pior da série. Os dados pouco ou nada interferiram nos negócios, assim como ocorrera na véspera, quando os números do governo central ficaram acima do previsto.

Nos negócios na BM&F, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) de abril de 2017 fechou no horário regular de negócios com taxa de 14,720%, ante 14,705% do ajuste da segunda-feira, 28. O DI para janeiro de 2017 terminou o dia com taxa de 15,850%, de 15,769% do ajuste anterior. O vencimento de janeiro de 2021 ficou em 16,530%, ante 16,499%.

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