Taxas de juros fecham com leve alta no último dia de negócios de 2015


O mercado futuro de juros chegou ao final de 2015 refletindo fundamentalmente a incerteza com o cenário político, do qual se espera um desfecho que permita ao País contornar a crise econômica. O investidor encerrou o ano à espera de um novo ciclo de altas de juros já em janeiro e também preparado para a manutenção de um ambiente de risco.

O último dia de negócios foi marcado pelo baixo volume de negócios, com diversos players fora das mesas de operações. A movimentação correspondeu a praticamente a metade de um dia considerado fraco. Em meio à liquidez reduzida, os repiques do dólar, que chegou a tocar os R$ 4 no período da tarde, acabaram por trazer alguma volatilidade às taxas, que fecharam com leve viés de alta na maioria dos vencimentos.

Segundo profissionais do mercado, a última movimentação significativa nos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) foram feitas com a confirmação da troca de Joaquim Levy por Nelson Barbosa no Ministério da Fazenda. Desde então, apenas ajustes foram administrados, com operações pontuais levando as taxas para cima ou para baixo.

Nesta quarta-feira, 30, os investidores continuaram a repercutir o reajuste de 11,6% no salário mínimo, que passa a R$ 880 e cria um rombo adicional de R$ 2,9 bilhões nas contas públicas. Também acompanharam a notícia do reajuste de 8,6% nas tarifas de ônibus e metrô em São Paulo, que ficou dentro do esperado, mas representa mais pressão sobre os índices de inflação.

A cautela dos investidores foi reforçada pela mudança do indexador da dívida de Estados e municípios junto à União, com possível impacto nas contas públicas. Pelas novas regras, os valores da dívida agora são corrigidos pela taxa Selic ou pelo IPCA – o que for menor – mais 4% ao ano. Antes, os entes eram taxados pelo IGP-DI mais porcentuais que variavam de 6% a 9% ao ano.

Entre os poucos destaques do dia esteve ainda a confirmação do pagamento das pedaladas fiscais de 2005, feita há pouco pela Fazenda, que alivia as contas públicas de 2016. No total, a União desembolsou R$ 72,4 bilhões.

Nos negócios na BM&F, o contrato de DI com vencimento em abril de 2016 encerrou os negócios no horário regular com taxa de 14,740%, ante 14,719% do ajuste da terça-feira, 29. O DI para janeiro de 2017 terminou com taxa de 15,870%, de 15,849%. O vencimento de janeiro de 2018 teve taxa de 16,530%, ante 16,479% do ajuste anterior. Na ponta mais longa da curva, o DI para liquidação em janeiro de 2021 ficou com taxa de 16,620%, um pouco abaixo dos 16,529% do ajuste da terça.

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