Momento favorável para comprar imóveis

A época está sendo considerada boa para a aquisição de imóveis; entretanto, é preciso ter atenção às condições da compra e financiamentos


Tanto pelo atual patamar de preços como pelas condições de oferta de financiamento habitacional esse parece ser um momento favorável para a compra do imóvel. Para o interessado que tem os recursos próprios para pagar de uma só vez o imóvel, à vista, não só tende haver muitas opções e a preços convidativos como existe espaço para descontos. É que esse mercado ficou imerso por, pelo menos, quatro anos, com preços deprimidos, sem ver o valor dos imóveis sequer acompanhar a inflação. Muitos proprietários que puseram suas propriedades à venda e enfrentaram os problemas de liquidez nesse longo período podem estar mais dispostos a ceder no preço para fechar o negócio agora.

Especialistas do setor apontam outros fatores que devem impulsionar os negócios com imóveis. A taxa de juros em níveis mais baixos retira o brilho e a atração das aplicações em renda fixa, levando o investidor a se voltar para o segmento de ativos reais, como o imóvel.

Ao mesmo tempo, em um ano tumultuado no campo político, com toda gama de instabilidade trazida pelas eleições, os segmentos de ações e dólar ficam sujeitos a turbulências, reforçando os atrativos para o setor imobiliário, mais blindado para esse tipo de situação.

Quem não tem todo o dinheiro para a compra de um imóvel, mas já conta com alguma poupança para a entrada, também pode pensar no assunto com carinho. Para o diretor financeiro Tiago Galdino, quem trabalha com carteira assinada e, ao menos, três anos de Fundo de Garantia, tem condições de se candidatar à compra da casa própria. Ele ressalta que para quem vai recorrer ao financiamento, o mercado é também favorável. Neste ano, além de ter maior disponibilidade de crédito, as linhas de financiamento imobiliário voltaram a ficar mais acessíveis para a pessoa física.

O diretor lembra que a Caixa Econômica Federal, um dos principais agentes financeiros aumentou o limite da cota de financiamento de um imóvel usado de 50% para 80%, o que alivia a situação do consumidor no desembolso da entrada. Para as unidades novas, o percentual permaneceu em 80%. As taxas nominais também apresentaram queda, fator que contribui para a compra de um bem e por prazos mais longos.

Foto: Fotolia
Tanto pelo atual patamar de preços como pelas condições de oferta de financiamento habitacional esse parece ser um momento favorável para a compra do imóvel

TAXAS. Mas antes de fechar negócio, o especialista ressalta que é importante se informar sobre as taxas administrativas que serão cobradas pela instituição escolhida. Isso porque cada banco trabalha com sua própria tabela de custos, com variações significativas de um para outro. Mesmo que esteja escondida no rodapé do contrato, é preciso levantar essa informação antes de dar sequência ao pedido.

Para a liberação de um financiamento haverá a análise cadastral, que é praxe em todas as instituições financeiras. E nessa avaliação será levada em conta a situação de crédito do tomador, ou seja, se possui restrições financeiras, como apontamentos nas empresas de proteção ao crédito, como o SPC e Serasa, se possui vínculo empregatício formal, qual a sua remuneração mensal e variável, endereço fixo e referências.

Orienta o diretor que é imprescindível que o consumidor analise o quanto realmente tem de recurso disponível para a entrada, qual o saldo atual de que pode usar no FGTS e qual o percentual de seu salário que está livre para o pagamento das parcelas. As instituições financeiras normalmente permitem que a mensalidade comprometa no máximo 30% da renda mensal do mutuário.

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