Gastos com o Dia dos Pais merecem atenção

Gastos com as comemorações são mais um teste para o controle das finanças


Esta semana traz mais um difícil teste para o bolso: as comemorações do Dia dos Pais. Por mais que a situação financeira esteja difícil é quase impossível resistir à tentação de comprar um presente para agradar ao homenageado. Para quem costuma se programar e fazer uma reserva financeira para essas ocasiões, a data não chega a ser um problema nem fazer estragos no orçamento.

O cuidado maior deve ser da parte de quem já está endividado e pagando juros altos em qualquer das modalidades de crédito. Nesse caso, o ideal mesmo é curtir o dia com opções mais em conta, como fazendo uma visita, preparando o prato preferido dele, promovendo um passeio e dedicando um tempo para uma boa conversa. Tudo isso tende a ter mais sentido do que fazer novas despesas e entrar em dívidas.

Foto: Adobe Stock
Passar o dia na companhia do pai ou oferecer ajuda em projetos pessoais, por exemplo, também são forma de reconhecer e apreciar o valor de alguém em nossas vidas

“Para os que estão com pendências financeiras, o certo é ajustar o orçamento pessoal e deixar o presente para outra ocasião”, orienta o educador financeiro do Serviço de Proteção do Crédito (SPC-Brasil), José Vignoli.

“Não há nada de errado em demonstrar afeito por meio de um presente, mas é importante lembrar que essa não é a única forma de agradecer”, afirma ele. “Passar o dia na companhia do pai ou oferecer ajuda em projetos pessoais, por exemplo, também são forma de reconhecer e apreciar o valor de alguém em nossas vidas.”

Gastos

Pesquisa do SPC Brasil em parceria com a Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas mostrou que a maioria dos consumidores, 67%, pretende ir às compras para celebrar o Dia dos Pais. Na prática, isso significa que aproximadamente 105 milhões de brasileiros vão gastar com o presente do pai nesta semana e com valor médio de R$ 189,98.

Ainda que a inflação esteja acomodada em níveis bem baixos, a percepção de boa parte dos entrevistados, 53%, é que os presentes estarão mais caros que no ano passado. Ao mesmo tempo, 42% acreditam que estão na mesma faixa de preços e apenas 5% que os produtos estão mais baratos.

“A sensação de que os presentes estão mais caros tem relação com as dificuldades que o consumidor tem enfrentado para manter seu orçamento em dia”, explica o presidente do SPC-Brasil Roque Pellizzaro Júnior. “Com a economia em marcha lenta, o desemprego se mantém elevado e o poder de compra segue em baixa, o que exige malabarismos das famílias para conseguir cumprir com todos os compromissos.”

E, para driblar e evitar gastos mais elevados, oito em cada 10 consumidores vão pesquisar e comparar preços antes de finalizar as compras. E, desse total, 71% costumam pesquisar pela internet e usar sites de busca ou sites de comparação de preços, além de procurar ofertas em aplicativos.

Preferências na hora de comprar

A exemplo de anos anteriores, a preferência dos que pretendem presentear recai sobre o vestuário, 52% têm intenção de comprar uma peça de roupa, seguida por perfumes e cosméticos, com 36%; por calçados, com 30%; acessórios como meias, óculos, relógios, cintos, com 26%.

A forma de pagamento é outro componente relevante da pesquisa: 82% afirmaram que vão pagar à vista e em dinheiro, e 31% preferem comprar a prazo, com o cartão de crédito. Isso demonstra maior conscientização e preocupação com o orçamento, na tentativa de evitar entrar em dívidas para presentear em datas festivas.

Mas o perigo maior para as finanças reside em casos em que não há a noção de controle do dinheiro, o que também foi detectado no levantamento. Nele, 20% dos entrevistados reconhecem que costumam gastar mais do que podem para homenagear os pais, sendo que 8% pretendem deixar de pagar alguma conta para a comemoração.

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