Correntista troca cheque especial por crédito mais barato

Vale a pena analisar as possibilidades e trocar essa linha de crédito por outra que tenha juros mais baixos


Segundo levantamento da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), em janeiro, 1,07 milhão de clientes migrou do cheque especial para o empréstimo parcelado, a juros mais baixos. Esse número teve crescimento de 32%, comparado com o mês anterior, e reflete o movimento em 12 bancos ou cerca de 90% do mercado brasileiro desse produto.

Desde julho, quando entraram em vigor as novas regras de autorregulação da Febraban para o assunto, 6,2 milhões de pessoas já optaram pela mudança de linha de crédito, reduzindo o custo do empréstimo obtido nos bancos.

Foto: Adobe Stock
Em fevereiro, os cinco maiores bancos do País voltaram a fixar os juros do cheque especial acima de 12% ao ano

Ainda segundo a pesquisa, a taxa de juros média dos financiamentos parcelados fechou janeiro no patamar de 3,4% ao mês, com queda de 0,1 ponto porcentual em relação a dezembro de 2018, e bem mais baixa do que os juros cobrados no cheque especial no mesmo período, em torno de 12,62% ao mês.

Em fevereiro, os cinco maiores bancos do País voltaram a fixar os juros do cheque especial acima de 12% ao ano. Portanto, vale a iniciativa de trocar essa linha de crédito por outra que tenha juros mais baixos.

Mesmo com o custo menor nessa linha parcelada, convém verificar o total a ser pago pelo novo empréstimo. Se o prazo for muito longo, a tendência é que o correntista acabe pagando duas a três vezes o valor financiado.

PESQUISA SEMANAL

No período de 11 a 15 de fevereiro, nas três versões do consignado, para aposentados, para servidores públicos e empregados da iniciativa privada, os juros variaram de 1,52% (Bradesco) a 3,04% ao mês (Itaú), com estabilidade em relação à semana anterior.

No crédito pessoal, os juros ficaram entre 3,91% (BB) e 6,10% ao mês (Bradesco), com alta no Bradesco em relação à semana anterior. No cheque especial, as taxas ficaram entre 12,01% no Banco do Brasil e 14,81% ao mês no Santander, com estabilidade em relação ao período anterior.

No rotativo do cartão de crédito, os juros ficaram entre 8,80% ao mês, ou 175% ao ano, no Banco do Brasil, e 11,60% ao mês, ou 273% ao ano, no Santander. As taxas do Itaú cobradas dos correntistas no rotativo do cartão passaram a ter como referência as do Banco Itaucard.

No financiamento de veículos, os juros ficaram entre 1,44% (Bradesco) e 1,87% ao mês (Caixa), com estabilidade em relação ao período anterior. Já no Crédito Direto ao Consumidor para a compra de outros bens, o juro ficou entre 0,37% (Caixa) e 3,76% (BB) ao mês. Regina Pitoscia_Agência Estado

As mais altas taxas de juros

Entre os destaques sobre o crédito mais caro, a taxa mais alta do cheque especial é a do Santander, de 14,81% ao mês ou 424% ao ano. Com ligeira alta em relação à semana anterior.

No rotativo regular do cartão de crédito, em que o consumidor paga o valor mínimo exigido de 15% do total da fatura, o juro mais alto é o do Bradesco, de 11,55% ao mês ou 271% ao ano, com queda em relação à semana anterior.

No rotativo não regular, quando o devedor não consegue pagar nem o mínimo de 15%, o juro mais alto é do Santander, de 11,60% ao mês ou 273% ao ano. Essas taxas ficaram estáveis em relação à semana anterior.

No crédito consignado, os juros mais altos são cobrados pelo Itaú na modalidade ao servidor público, de 2,18% ao mês ou 30% ao ano, ao empregado do setor privado, com juros de 3,04% ao mês ou 43% ao ano, e também ao aposentado, com juros de 2,06% ao mês ou 28% ao ano. Essas taxas ficaram estáveis em relação ao período anterior nas três modalidades.

No crédito pessoal, a taxa mais alta segue sendo do Bradesco, de 6,10% ao mês ou 104% ao ano, com alta em relação ao período anterior. No financiamento de veículos, a taxa mais alta é a da Caixa, de 1,87% ao mês ou 25% ao ano. No crédito direto ao consumidor (CDC), o juro mais alto é o do Banco do Brasil, de 3,76% ao mês ou 56% ao ano.

MAIS CAMARADAS

O Banco do Brasil tem os juros mais baixos no rotativo regular e no rotativo não regular do cartão de crédito, no crédito pessoal e no consignado aos funcionários do setor privado e no cheque especial.

O Bradesco tem o juro mais baixo no consignado ao servidor público, e no financiamento de carro; e a Caixa, no consignado aos aposentados, e no crédito direto ao consumidor.

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