Comece já o planejamento de suas finanças para o ano de 2019

Recursos extras, como a segunda parcela do 13º salário, precisam ter um destino certo, como o de quitação de crédito


Para uma administração eficiente do dinheiro na virada do ano e não ser pego de calças curtas em janeiro, quando há o vencimento de vários compromissos financeiros, é bom começar em dezembro um controle severo tanto dos ganhos extras como dos gastos extras em dezembro.

Foto: Divulgação
Não convém iniciar 2019 tropeçando nas próprias contas, porque fica difícil acertar o passo depois

Nesse mês vem a segunda parcela do 13º, mas também é a época em que o dinheiro derrete com as despesas nas festas de fim de ano. É a hora da ceia mais caprichada com os produtos natalinos, de uma produção no visual com roupas e sapatos novos, de comprar presentes para parentes e amigos, ou de comprar algo cobiçado pela família como uma viagem ou uma TV nova, maior, mais moderna, afinal todos pensam em alguma forma de compensação depois de ter atravessado mais um ano difícil.

Tudo isso é compreensível e faz parte do clima que toma conta do período de fim de ano. Só que para boa parte dos consumidores, nada menos que 63 milhões de endividados e sem condições de pagar suas dívidas, a situação deve ser tratada com mais cautela. Nesse caso, os recursos extras precisam ter um destino certo, o de quitação de um saldo devedor do cheque especial, fatura do cartão ou qualquer outro crédito que acabe tragando o orçamento por causa dos juros altos que cobra.

Qualquer um precisa levar em conta as novidades previstas para 2019. Vem aí um novo governo, uma nova engrenagem, e ainda que haja um clima de otimismo em relação às diretrizes econômicas a ser adotadas, o País não deve voltar a crescer do dia para noite. É um processo mais lento, em etapas, o que permite dizer que os primeiros meses do ano tendem a continuar difíceis. Se as medidas forem acertadas, poderá haver uma reação da produção, do consumo, com novos investimentos, criação de empregos e geração de renda, mas não de imediato.

Em vez de torrar o dinheiro, vale a pena ter uma reserva financeira para fazer frente às incertezas que o ano novo nos reserva. Os gastos que puderem ser adiados devem ser adiados, os que não puderem, devem ser revistos e repensados.

É verdade que há uma tradição no consumo de produtos importados, frutas, alimentos e bebidas. Mas haverá prejuízo se eles forem substituídos por mercadorias nacionais, mais em conta? Vale a pena pensar nessa hipótese.

Não entre em dívidas para comprar presentes para todo mundo. Crianças e os mais próximos devem ter prioridade. Até porque, todos estão no mesmo barco e passando pelas mesmas dificuldades financeiras, e a falta de um presente deverá ser compreendida, sem abalar as relações familiares ou de amizade. Quando for inevitável, a opção deve recair sobre as lembrancinhas, mais baratas. São pequenas providências, mas que no conjunto podem fazer a diferença na hora de pagar a fatura do cartão de crédito, em janeiro, com o total das compras feitas este mês, ou de ter de bancar as parcelas do IPVA do carro, ou dos gastos escolares, além de ter se organizar para quitar o imposto do imóvel, o IPTU.

O calendário é implacável na exigência de gastos que são previsíveis com o carnaval, em fevereiro; a páscoa, geralmente entre março e abril: o dia das mães, em maio; o dia dos namorados e festas juninas, em junho; as férias, em julho: o dia dos pais, em agosto; o dia das crianças, em outubro; o Natal e Ano Novo, em dezembro. Isso sem contar com os feriados prolongados convidativos para alguma viagem, ou outras comemorações.

Os planos para 2019 precisam ser considerados. Qual é o objetivo? Pagar dívidas? Manter o equilíbrio financeiro, sem entrar no vermelho? Começar a poupar? Realizar o que desejo? Quanto será preciso poupar e por quanto tempo? Tudo isso tem de ser colocado no radar para que as metas sejam alcançadas.

Controle a entrada e a saída do seu dinheiro

Acompanhar de perto as contas não chega a ser um bicho-de-sete-cabeças. É necessário fazer uma planilha com a previsão de entrada e saída de dinheiro a cada mês. Bastam duas colunas, uma para anotação do dinheiro que entra, e outra, do que sai. É bastante provável que o consumidor saiba exatamente quanto ganha, seja com salário, aluguel, rendimento de aplicação, seja com aposentadoria, mas isso nem sempre acontece com os custos. Entre os gastos, vale separar os fixos, como aluguel, condomínio, escola, prestação da casa, do terreno, carnê de compra, mensalidade do plano de saúde.

Vai ser mais difícil mexer nesses gastos, a menos que ele se mude para imóvel de aluguel mais baixo, mude de convênio médico e assim por diante. Mas é possível uma margem de manobra maior com as despesas variáveis, como as de alimentação, água, luz, gás, telefone fixo, telefone celular, transporte, combustível, viagens, lazer e gastos com roupas, sapatos e compras em geral. A tentativa deve ser a de enxugar esses custos.

Se for o caso, convém reunir a família, combinar com todos as mudanças necessárias, como o que comprar no supermercado, o que fazer para cortar os gastos com água, por exemplo.

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