Nova tabela do frete mínimo desagrada caminhoneiros

Regra que entrou em vigor na segunda-feira foi suspensa após pressão de caminhoneiros e entidades do setor


Dois dias após entrar em vigor, na última segunda-feira (22), o Governo Federal suspendeu uma nova resolução da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) que estabeleceu regras para o cálculo do piso do frete rodoviário, por conta da pressão de caminhoneiros e entidades da classe.

A nova resolução leva em consideração 11 categorias diferentes de cargas e passou a calcular o frete a partir de carga e descarga, deslocamento e quilometragem. No entanto, a medida desagradou os caminhoneiros e, em uma tentativa de evitar desgastes e possíveis paralisações, o Ministério de Infraestrutura revogou a nova tabela de frete e informou que haverá uma nova rodada de negociações com a classe, visando dialogar com o setor visando uma solução mais efetiva.

Em entrevista para as rádios do Grupo Liberal, a VOCÊ (AM 580) e FM Gold (94,7 FM), Márcio D’Agosto, responsável pelo Programa de Logística Verde Brasil (PLVB) e coordenador do Laboratório de Transporte de Carga (LTC) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), explicou que a polêmica sobre o frete mínimo é uma questão que passa por uma discussão ampla de infraestrutura, em que a intermodalidade e maior oferta de tipos de combustíveis.

A entrevista foi concedida por telefone, nesta terça-feira (23), durante o programa LIBERAL no Ar. Confira:

O Programa de Logística Verde Brasil (PLVB) é uma iniciativa criada em 2017 para desenvolver ações em prol do aprimoramento da eficiência e a implementação de medidas socioambientais na logística, com a adesão de boas práticas no transporte de carga que podem resultar em até 30% na redução de custos e emissão de gases poluentes, como CO2.

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