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Economia

Oil Group anuncia construção de refinaria de US$ 300 milhões no Porto do Açu

Por Agência Estado

26 Maio 2020 às 13:22 • Última atualização 26 Maio 2020 às 13:41

A Porto do Açu Operações e a norte-americana Oil Group Investimentos em Refinarias assinaram acordo para instalação de uma refinaria modular estimada em US$ 300 milhões no empreendimento localizado em São João da Barra, no Norte Fluminense (RJ). A previsão é de que a unidade produza inicialmente 20 mil barris por dia de derivados claros a partir de 2024, podendo expandir para 50 mil b/d.

Esta é a primeira fase para a implantação de uma refinaria modular de petróleo no Norte Fluminense. Instalada no Brasil desde 2014, a holding Oil Group é uma empresa americana integrada de petróleo e gás envolvida na exploração, produção e refino e prevê a construção de outras unidades no País, para atender mercados locais.

A holding também é responsável pelo desenvolvimento da Oil Group E&P, empresa que detém ativos nas bacias do Recôncavo e de Sergipe-Alagoas.

“Além do Projeto em São João da Barra, a empresa já iniciou os estudos e entendimentos para a implantação de mais 5 refinarias modulares e mini refinarias no Brasil”, disse a empresa em nota.

A construção de uma nova refinaria no Brasil acontece em um momento de expectativa pela quebra de monopólio da Petrobras, que detém quase 100% do refino do País, e em meio à tentativa da estatal de vender suas refinarias, em um processo que foi interrompido pela retração de investimentos trazido pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

De acordo com o Oil Group, a opção pelo modelo modular é justificada pela maior agilidade na construção, eficiência operacional e, sobretudo, sustentabilidade. A empresa explicou que a redução de impacto ambiental deste modelo atende às mais rigorosas legislações deste âmbito nas fases de implantação e operação. A refinaria projetada prevê também uma Unidade de Recuperação de Enxofre de última geração para redução de emissões de gás carbônico (CO2), óxido de enxofre (SOx) e óxido de nitrogênio (Nox).

“A expansão do parque brasileiro de refino é um investimento estratégico e urgente. Há uma clara demanda por energia no Brasil, a ser atendida a partir do investimento em projetos inteligentes e inovadores, como este. O país deve dominar todo o processo industrial de petróleo para não ficar sujeito a flutuações no mercado mundial e refém da disponibilidade de tais instalações em outros países. É uma questão estratégica para o Brasil”, afirmou em nota o diretor de Downstream da Oil Group, Luiz Otávio Massa.

Já para o Porto do Açu, empreendimento iniciado pelo empresário Eike Batista no início da década passada e que passou a ser operado pela Prumo Logística, a construção da refinaria é considerada fundamental para a industrialização do empreendimento.