Mourão: sistema tributário é uma bola de ferro amarrada no pé do empreendedor

Ao expor a empresários do setor de infraestrutura os fundamentos econômicos que nortearão a política do presidente eleito, Jair Bolsonaro,…


Ao expor a empresários do setor de infraestrutura os fundamentos econômicos que nortearão a política do presidente eleito, Jair Bolsonaro, o vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão, afirmou que o sistema tributário é uma “bola de ferro amarrada no pé de cada empreendedor”. A ideia é simplificar e, num segundo momento, reduzir alíquotas “de modo que todos entrem na base de pagamento”, explicou.

Outro princípio é o do equilíbrio fiscal. “Temos de gastar o que arrecadamos”, afirmou. “Estamos fechando o quinto ano no vermelho.” Para ele, essa diretriz coloca para o governo o dilema “canhão ou manteiga , ou seja, ter uma Força Armada potente ou atender a população. “O governo tem de saber selecionar isso”, disse. A abertura comercial virá. Porém, “lenta, gradual e segura”.

Para o vice-presidente, a economia brasileira precisa primeiro se recuperar para depois se expor ao mundo. “Investimentos estrangeiros são bem-vindos, mas desde que sejam capital de risco”, disse ele, frisando as duas últimas palavras. “Não queremos empréstimo puro e simples”, afirmou. “Esse filme a gente já viu e sabe que não dá certo.”

A política econômica vai se pautar também pelo plano de “privatizar o que pode ser privatizado” e “desregular o País, libertar o animal”. Para ele, o excesso de regulação dificulta o empreendedorismo e tolhe a sua capacidade de progredir. O general listou ainda a aceleração nos processos de registro de propriedade intelectual.

Pelo lado do governo, Mourão afirmou que se buscam “novos padrões de governança”, com uso de tecnologias digitais, estabelecimento de metas, monitoramento. Ele mencionou ainda a comunicação de governo, com uso das redes sociais, para explicar à sociedade o que o governo está fazendo. “O presidente é mestre nisso”, comentou.

Outro fundamento são as relações baseadas na confiança e no contrato. “Não vai haver confiança se não há um bom ambiente de negócio e não há segurança jurídica”, afirmou. Sem isso, avaliou, “ninguém vai investir.”

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