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Economia

Maioria das Bolsas de NY fecha em alta, de olho em balanços, CPI dos EUA e ata

Por Agência Estado

13 out 2021 às 17:43 • Última atualização 13 out 2021 às 17:51

As bolsas de Nova York encerraram o pregão desta quarta-feira em alta, após oscilarem durante toda a sessão. Investidores repercutiram a temporada de balanços corporativos nos EUA, que começou oficialmente neste dia 13 com os resultados de empresas do setor financeiro. Também foi observado a leitura de setembro do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) do país, bem como a divulgação da ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano).

O índice Dow Jones fechou estável após recuar na maior parte do pregão, aos 34.377,81 pontos. Já o S&P 500 avançou 0,30%, aos 4.363,80 pontos, e o Nasdaq subiu 0,73%, aos 14.571,64 pontos.

Com exceção da BlackRock, que subiu 3,78% após surpreender positivamente em seu balanço do terceiro trimestre, ações de instituições financeiras amargaram algumas das perdas mais acentuadas em Wall Street nesta quarta, e o setor foi o único dentre todos do S&P 500 a recuar na média. O JPMorgan, que também divulgou resultados, cedeu 2,64%, enquanto o Bank of America e o Wells Fargo tiveram baixas próximas de 1%.

Em contrapartida ao setor financeiro, ações de grandes companhias que prestam serviços de telecomunicação, como a Amazon e a Alphabet, controlado do Google, se destacaram positivamente com altas acima de 1%.

O Departamento de Trabalho norte-americano informou que o CPI americano subiu 0,4% em setembro, 0,1 ponto porcentual acima do esperado pelo mercado. Segundo a Capital Economics, a alta nos preços de alugueis aponta para o desenvolvimento de pressões cíclicas na inflação, em adição às tidas como transitórias pelo dirigentes do Fed.

A entidade divulgou nesta quarta a ata da sua reunião de política monetária de setembro. Para a Pantheon, o documento deixa claro que o Fed deve anunciar o tapering no encontro de novembro. Já o CIBC estima que o término da redução das compras em meados de 2022, como estimado pelo Fed, abre caminho para uma elevação dos juros em setembro de 2022. De fato, alguns dirigentes do BC americano citaram a possibilidade de aumentar as taxas no ano que vem, como mostrou a ata.

Também foi acompanhado por investidores a situação da dívida fiscal americana, cuja elevação do teto até dezembro foi aprovada na terça pela Câmara dos Representantes, após a pauta passar no Senado. Com a resolução apenas temporária do problema, é provável que o assunto volte a ser tema de discussões nos EUA em breve, como indica o movimento dos rendimentos dos Treasuries de longo prazo.

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