Maioria das Bolsas da Europa fecha em baixa, com Brexit e dado da zona do euro

As bolsas europeias fecharam em sua maioria em território negativo, nesta quarta-feira, 27. Monitorando questões de fora do continente, como…


As bolsas europeias fecharam em sua maioria em território negativo, nesta quarta-feira, 27. Monitorando questões de fora do continente, como o depoimento à Câmara dos Representantes do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), Jerome Powell, em Washington, os mercados reagiram a algumas questões locais, como as incertezas no processo para a saída do Reino Unido da União Europeia, o Brexit, e um indicador ruim da zona do euro.

O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou em queda de 0,28%, em 372,58 pontos.

Na agenda de indicadores, o índice de sentimento econômico da zona do euro, que abrange o setor corporativo e os consumidores, recuou de 106,3 em janeiro a 106,1 em fevereiro, na mínima desde novembro de 2016. Analistas previam queda maior, a 106,0.

O quadro econômico europeu tem amparado certa cautela em investidores, com o risco de desaceleração. Nesta quarta, o vice-presidente da Comissão Europeia, Valdis Dombrovskis, afirmou que Itália, Grécia e Chipre mostram “desequilíbrios econômicos excessivos”.

A Comissão Europeia não prevê que a dívida pública da Itália recue nos próximos anos, enquanto o orçamento do país não faz o suficiente para garantir seu crescimento, afirmou a autoridade.

Os riscos do Brexit também seguiram em foco. Nesta quarta, o presidente francês, Emmanuel Macron, disse que não pretende aceitar o adiamento da saída do Reino Unido da UE se não houver um motivo claro para isso. A premiê britânica, Theresa May, afirmou nesta quarta que é possível ainda sair da UE com um acordo, evitando o pior cenário para a economia local.

Entre as empresas, a ação da Rio Tinto subiu 0,89%, após a mineradora anglo-australiana conseguir lucro maior em 2018 ante o ano anterior.

Na Bolsa de Londres, o índice FTSE-100 fechou em baixa de 0,61%, a 7.107,20 pontos. Lloyds teve alta de 1,58%, mas Vodafone caiu 2,20% e Oilex teve queda de 8,20%. BP avançou 0,19%.

Em Frankfurt, o índice DAX caiu 0,46%, a 11.487,33 pontos. Deutsche Bank subiu 1,99%, enquanto Aroundtown recuou 0,99% e Deutsche Telekom teve baixa de 0,10%, entre os mais negociados.

Na Bolsa de Paris, o índice CAC-40 teve queda de 0,26%, a 5.225,35 pontos. Air France-KLM teve baixa de 11,74%, após o governo da Holanda informar que elevou sua participação na empresa para salvaguardar os interesses nacionais.

O governo da França, que também tem uma fatia da empresa de aviação, afirmou estar surpreso com a novidade. Alguns analistas viram a notícia como negativa para os esforços de reestruturação necessários na empresa.

O índice FTSE-MIB, da Bolsa de Milão, foi na contramão dos demais e subiu 0,19%, a 20.498,70 pontos. Entre os papéis mais negociados, Intesa Sanpaolo avançou 2,65% e Telecom Italia, 0,34%. Banco BPM teve alta de 4,55%.

Em Madri, o índice IBEX-35 recuou 0,17%, a 9.211,70 pontos. Entre os bancos espanhóis, Santander subiu 0,39% e Banco de Sabadell, 3,08%, mas Urbas Grupo Financiero recuou 1,27% e Abengoa, 4,45%.

Na Bolsa de Lisboa, o índice PSI-20 teve queda de 0,04%, a 5.162,05 pontos. Banco Comercial Português subiu 0,21%, mas EDP Renováveis recuou 0,12% e Altri perdeu 0,14%. (Com informações da Dow Jones Newswires)

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