Juros longos fecham entre estabilidade e leve queda e curtos, em alta

Os juros futuros de longo prazo tiveram alívio nesta tarde de quinta-feira, 29, e descolaram da pressão do câmbio após…


Os juros futuros de longo prazo tiveram alívio nesta tarde de quinta-feira, 29, e descolaram da pressão do câmbio após a divulgação do resultado do governo central de outubro acima da previsão dos analistas, fechando a sessão regular entre a estabilidade e viés de queda. As taxas dos vencimentos curtos persistiram em alta moderada. O Tesouro informou que houve superávit de R$ 9,451 bilhões, acima do teto das estimativas dos analistas consultados pelo Projeções Broadcast (R$ 7,500 bilhões).

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 fechou em 6,980%, de 6,942% na quarta-feira no ajuste, e a do DI para janeiro de 2021 subiu de 7,913% para 7,95%. A taxa do DI para janeiro de 2023 terminou estável em 9,12% e a do DI para janeiro de 2025 encerrou na mínima de 9,63%, de 9,672%.

O secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, atribuiu o resultado ao crescimento expressivo da receita líquida do governo federal. “Já as despesas discricionárias estão em um ritmo bom, mas com crescimento bem inferior ao ritmo de expansão das receitas”, acrescentou. Segundo ele, o déficit primário de R$ 72,323 bilhões de janeiro a outubro deixa claro que o governo central fará um resultado este ano muito melhor do que a meta que limita o déficit de R$ 159 bilhões para este ano. “Vamos entregar um número pelo menos R$ 20 bilhões melhor que isso”, reforçou.

Os números aliviaram um pouco a pressão sobre a curva vinda do câmbio e também das incertezas sobre a reforma da Previdência, que pesaram nos negócios de manhã. Além do fiscal melhor que o esperado ter ajudado a ponta longa, o mercado opera na perspectiva do fechamento de um acordo entre China e os Estados Unidos e da divulgação da ata do Comitê de Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), que, na avaliação dos players, pode vir alinhada à fala “dovish” do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, na quarta-feira.

Há compasso de espera ainda pela definição do acordo para a votação da cessão onerosa no Senado, remarcada para a próxima semana. Sobre o imbróglio relativo à divisão dos recursos com os Estados e municípios, o presidente da Casa, Eunício Oliveira (MDB-CE), disse que “a resistência vem toda do ministro Guardia”. “Os recursos da União devem ser partilhados com Estados e municípios. Está na Constituição”, afirmou.

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