Juros fecham em alta com dólar, exterior e cautela com Previdência

Os juros futuros terminaram a sessão regular desta quinta-feira, 28, em alta, mais acentuada nos contratos de longo prazo. A…


Os juros futuros terminaram a sessão regular desta quinta-feira, 28, em alta, mais acentuada nos contratos de longo prazo. A trajetória das taxas foi definida por um conjunto de fatores, mas a agenda doméstica, que trouxe em destaque o PIB do quarto trimestre e de 2018, ficou em segundo plano. Ajustes técnicos típicos de fim de mês, câmbio pressionado, o ambiente externo e declarações do presidente Jair Bolsonaro sobre a proposta de reforma da Previdência, além do leilão grande de prefixados do Tesouro, foram os principais argumentos a justificar a postura mais cautelosa hoje do investidor.

A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2020 fechou em 6,485%, de 6,450% no ajuste anterior, e a do DI para janeiro de 2021 subiu de 7,081% para 7,15%. A taxa do DI para janeiro de 2023 fechou em 8,25%, de 8,192%, e a do DI para janeiro de 2025 avançou de 8,732% para 8,78%.

As taxas estiveram em alta desde a etapa matutina. No exterior, dados fortes da economia norte-americana, em especial o PIB do quarto trimestre que teve crescimento anualizado de 2,6%, acima da mediana das estimativas (2,2%), deram força tanto ao dólar em relação a divisas de economias emergentes quanto ao rendimento dos Treasuries. Em meio a isso, há ainda cautela geopolítica diante da frustração em relação a um entendimento entre o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com o líder norte-coreano, Kim Jong-un.

O dólar esteve em baixa durante um breve período da manhã, mas voltou a subir ante o real no começo da tarde, quando também os juros aceleravam para as máximas. O movimento foi atribuído a uma reação do mercado à declaração do presidente, em encontro com jornalistas, de que é possível uma mudança na idade mínima para aposentadoria das mulheres na proposta de reforma da Previdência. A proposta inicial fala em 62 anos para mulheres e 65 para homens.

Por aqui, a agenda trouxe o PIB do quarto trimestre, que cresceu apenas 0,10% ante o trimestre anterior, mas em linha com a mediana das estimativas. Em 2018, a economia mostrou expansão de 1,1% ante 2017, taxa que era o piso das previsões.

Às 16h49, o dólar à vista subia 0,58%, aos R$ 3,7520.

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