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Economia

Japão consegue se livrar dos disquetes com anos de atraso

Ultrapassados, os disquetes seguiam sendo utilizados com frequência, com algumas regulamentações que até exigiam o seu uso

Por Agência Estado

07 de julho de 2024, às 07h10 • Última atualização em 08 de julho de 2024, às 09h09

Dispositivos contam com uma baixa capacidade de armazenamento e ainda exigem o uso de um leitor específico - Foto: Public Domain Pictures_Pixabay

Para grande parcela do planeta, disquetes são parte do passado. Já faz muitos anos que outras formas de armazenamento transformaram o objeto em peça de museu. No entanto, no Japão, esse salto não aconteceu de maneira integral e só agora, em 2024, o país conseguiu aposentar o objeto.

Especialmente no governo japonês, disquetes seguiam sendo utilizados com frequência, com algumas regulamentações que até exigiam o seu uso.

De acordo com a agência Reuters, em meados de junho, a Agência Digital nacional havia eliminado grande parte dos regulamentos responsáveis pela utilização dos disquetes. Até junho, porém, uma fatia relevante dos documentos enviados ao governo deveria ser mandados via disquete.

Isso aconteceu até a chegada do novo ministro de Assuntos Digitais, Taro Kono. Em 2021, Kono assumiu o compromisso de declarar fim ao antigo formato de armazenamento. Na quarta-feira da semana passada, o ministro anunciou: “Vencemos a guerra contra os disquetes em 28 de junho”.

A eliminação do antigo método de guardar dados é uma fração de uma espécie de reforma tecnológica iniciada por Kono há três anos justamente pelo avanço de sua tecnologia. Em outros aspectos, porém, os japoneses continuam presos nos anos 1980 e 1990.

O esforço representa uma tentativa do país de progredir no espectro da classificação digital. Em 2023, o Japão ocupou a 32.ª colocação no Ranking Mundial de Competitividade do IMD – o que pode ser considerado ruim para uma nação considerada referência no universo tecnológico.

HISTÓRICO

Os disquetes foram criados na década de 1960 e ganharam popularidade ao longo dos anos. Com a aceleração do desenvolvimento de outras formas de tecnologia, a produção foi caindo. A Sony, última fabricante do dispositivo, deixou de produzi-lo em 2011. Os dispositivos contam com uma baixa capacidade de armazenamento e ainda exigem o uso de um leitor específico para serem decodificados.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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