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Crédito

Interessado já consegue financiar até 90% do imóvel

Alguns bancos têm acenado também, na disputa para a atração de clientes, com estímulos adicionais

Por Agência Estado

02 de fevereiro de 2020, às 08h23 • Última atualização em 27 de abril de 2020, às 10h16

Em um mercado de acirrada e crescente concorrência entre os agentes financeiros, o apelo na oferta de crédito imobiliário pelos bancos tem ido além da redução das taxas de juro. Processo de corte que, tudo indica, levaram os juros próximos do piso nesse segmento depois que a Caixa Econômica baixou a taxa de uma de suas linhas de financiamento imobiliário para 6,50% ao ano.

A queda dos juros cobrados no financiamento habitacional, de acordo com os bancos, é um movimento que procura acompanhar a descida da taxa básica de juros, a Selic, que alcançou a mínima histórica de baixa. Está rodando em 4,50% ao ano e pode recuar mais um pouco em fevereiro.

Foto: Adobe Stock
O aumento do volume de crédito habitacional facilitará a vida do candidato à compra financiada de imóvel

Além dos ajustes nos juros cobrados do mutuário, alguns bancos têm acenado também, na disputa para a atração de clientes, com estímulos adicionais. Ampliar o valor do limite de crédito imobiliário a ser concedido ao comprador é um deles.

Na virada deste ano, o Santander Brasil passou a financiar até 90% do valor de imóvel em compra com financiamento contratado na modalidade SAC (Sistema de Amortização Constante) de parcelas atualizáveis. Nele, o valor da prestação é maior nas parcelas iniciais e vai diminuindo ao longo do tempo. E nessa toada de mensalidades com valor decrescente, o mutuário chega ao fim do contrato com a dívida quitada.

Com a ampliação do volume financiado, de 80% para 90%, o candidato a mutuário será beneficiado com a exigência de um valor inicial menor na entrada. Em vez de ser equivalente a 20% do valor do imóvel, ele terá de desembolsar metade disso, 10%, para negociar o empréstimo com o banco. Em um imóvel avaliado em R$ 500 mil, o candidato entregará, em vez de R$ 100 mil, uma poupança de R$ 50 mil.

VALIDADE

O financiamento de até 90% do valor do imóvel vale para a compra de unidades residenciais a partir de R$ 90 mil e até R$ 1,5 milhão pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH), com recursos da caderneta de poupança. As taxas de juro variam e podem chegar à mínima de 7,99% ao ano mais Taxa Referencial (TR), que está zerada no momento e assim pode permanecer enquanto a Selic continuar baixa. O mutuário poderá quitar o crédito imobiliário em até 35 anos ou 420 meses.

A comprovação de renda para análise de crédito e para ter acesso ao financiamento, de acordo com o Santander, pode ser feita com a soma de rendimentos de outras pessoas, mesmo sem relação de parentesco. É permitido o uso também dos recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço). A aprovação do empréstimo está condicionada a uma verificação de crédito personalizada.

Os interessados podem simular o financiamento imobiliário por meio do site do Santander em www santander.com.br.

O aumento do volume de crédito habitacional concedido pelo Santander facilitará a vida do candidato à compra financiada de imóvel, que precisará de valor menor para dar como entrada, mas exigirá algumas contrapartidas. Uma delas é o valor da prestação mais elevado, porque será calculado sobre um valor de financiamento maior.

Redução das taxas cobradas

Ainda em meio à concorrência entre bancos na disputa por clientes para a concessão de crédito imobiliário, a Caixa Econômica Federal realiza estudos para a redução de taxas cobradas de mutuários antigos que contraíram empréstimos antes da atual temporada de redução dos juros.

A iniciativa teria duplo objetivo: conter a migração de mutuários para outros bancos, pelo sistema de portabilidade, movimento que ganha força no mercado de financiamento de imóvel, e também atrair contratos feitos em outros bancos com a oferta de melhores condições, principalmente juros mais baixos, ao mutuário que migra de agente financeiro.

Dados do site do Banco Central apontam que entre 2016 e 2019 – período que a taxa Selic recuou de 14,50% ao ano para 4,50% e derrubou também os juros do crédito imobiliário – o volume de financiamentos habitacionais transferidos de um banco para outro passou de R$ 8,8 milhões para R$ 1,5 bilhão.

A expectativa de especialistas do setor é que a portabilidade desse tipo de contrato continue em alta em 2020.

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