Indicador de preço dos alimentos no atacado da Ceagesp sobe 3,49% em março

O Índice de preços da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) encerrou o mês de março…


O Índice de preços da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp) encerrou o mês de março com elevação de 3,49% em comparação com fevereiro. Conforme a companhia, a alta reflete os estragos causados pelas chuvas e altas temperaturas nas principais regiões produtoras do País, notadamente nas regiões Sul e Sudeste.

Em comunicado, a Ceagesp relata que o indicador de preços dos alimentos no atacado acumulou alta de 10,14% no primeiro trimestre. Nos últimos 12 meses, o aumento foi de 20,46%. Os técnicos da Ceagesp ponderam que o aumento de 3,49% em março foi menor que os 7,75% registrados em fevereiro, indicando tendência de queda para o próximo trimestre, quando as temperaturas devem ser amenas, com diminuição das chuvas nas regiões produtoras.

Historicamente, o primeiro trimestre registra preços mais elevados em virtude das condições climáticas adversas. “A qualidade continua bastante prejudicada, principalmente dos legumes mais sensíveis e das folhosas”, informa a Ceagesp. Em março, a região metropolitana e parte do cinturão verde paulista registraram aumento de 27% no volume de chuvas em relação à média histórica do mês. “Assim, a retração dos preços e o retorno aos níveis habituais deverão ocorrer gradativamente, dependendo do tempo de produção de cada cultura”.

O volume comercializado no entreposto de São Paulo totalizou 783.935 toneladas no primeiro trimestre de 2019 ante 824.418 toneladas negociadas no mesmo período de 2018, representando queda de 4,91% ou 40.483 toneladas a menos.

Em março, o setor de frutas subiu 2,67%. As principais altas foram nos preços do caju (81,7%), do mamão formosa (59,5%), da banana nanica (49,7%), do mamão papaia (38,7%) e da laranja pera (14,7%). As principais baixas ocorreram com a melancia (-25,6%), maçã fuji (-15,3%), abacaxi pérola (-14,1%), maracujá azedo (-12,9%) e maçã gala (-12,8%).

O setor de legumes registrou elevação de 5,19%. As principais altas ocorreram com o cogumelo shimeji (51,4%), o maxixe (47,5%), o pimentão amarelo (42,7%), o tomate (34,9%) e o pepino japonês (22,4%). As principais baixas foram registradas no chuchu (-48,8%), berinjela japonesa (-25,4%), berinjela comum (-18,2%), quiabo (-15,87%) e vagem macarrão (-8,4%).

O setor de verduras apresentou elevação de 2,53%. As principais altas foram da cebolinha (55,8%), hortelã (37,9%), couve (17,2%), salsão (17,1%) e catalonha (12%). As principais quedas foram do coentro (-25,4%), rabanete (-19,2%), almeirão (-13,1%), brócolis (-12,1%) e rúcula (-10,8%).

O setor de diversos apresentou elevação de 16,25%. As principais altas ficaram por conta da batata comum (35,3%), do amendoim (25,3%), do alho argentino (23,9%), da cebola nacional (16,5%) e dos ovos brancos (6,9%). As principais quedas do setor foram do coco seco (-4,6%) e do milho de pipoca (-2,7%).

O setor de pescados teve alta de 1,34%. As principais elevações foram da pescada (27,2%), da betarra (23,2%), da pescada goete (22,7%), do cascote (20,4%) e da corvina (14,8%). As principais quedas foram da sardinha congelada (-28,6%), do curimbatá (-7,6%), do atum (-4,2%) e da sardinha fresca (-4,1%).

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