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Economia

Faltou trabalho para 26,390 milhões no trimestre encerrado em janeiro, diz IBGE

Por Agência Estado

28 fev 2020 às 11:13 • Última atualização 28 fev 2020 às 13:05

Apesar da melhora gradual no mercado de trabalho, ainda faltou trabalho para 26,390 milhões de pessoas no Brasil no trimestre encerrado em janeiro, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A taxa composta de subutilização da força de trabalho diminuiu de 23,8% no trimestre até outubro para 23,2% no trimestre até janeiro.

O indicador inclui a taxa de desocupação, a taxa de subocupação por insuficiência de horas e a taxa da força de trabalho potencial, pessoas que não estão em busca de emprego, mas que estariam disponíveis para trabalhar. No trimestre até janeiro de 2019, a taxa de subutilização da força de trabalho estava em 24,2%.

A taxa de desocupação no Brasil ficou em 11,2% no trimestre encerrado em janeiro, segundo dados divulgados nesta sexta-feira, 28, pelo IBGE. Em igual período de 2019, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 12,0%. No trimestre até dezembro, a taxa foi de 11,0%.

Subocupação por insuficiência de horas

A taxa de subocupação por insuficiência de horas trabalhadas ficou em 7,0% no trimestre até janeiro, ante 7,4% no trimestre até outubro, conforme o IBGE.

O indicador inclui as pessoas ocupadas com uma jornada inferior a 40 horas semanais que gostariam de trabalhar por um período maior.

Em todo o Brasil, há 6,599 milhões de trabalhadores subocupados por insuficiência de horas trabalhadas.

Na passagem do trimestre até outubro para o trimestre até janeiro, houve um recuo de 403 mil pessoas na população nessa condição.

O País tem 174 mil pessoas subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas a menos em um ano.

Desalento

Segundo o IBGE, o Brasil tinha uma população de 4,698 milhões de pessoas em situação de desalento no trimestre encerrado em janeiro.

O resultado significa 83 mil desalentados a mais em relação ao trimestre encerrado em outubro de 2019. Em um ano, 25 mil pessoas a mais entraram nessa condição.

A população desalentada é definida como aquela que estava fora da força de trabalho por uma das seguintes razões: não conseguia trabalho, ou não tinha experiência, ou era muito jovem ou idosa, ou não encontrou trabalho na localidade – e que, se tivesse conseguido trabalho, estaria disponível para assumir a vaga. Os desalentados fazem parte da força de trabalho potencial.