Fala de Bolsonaro sobre Maia e alta em Nova York permitem ganhos do Ibovespa

O principal índice da B3 iniciou o dia em queda, passou por instabilidade, mas depois passou a subir acompanhando os…


O principal índice da B3 iniciou o dia em queda, passou por instabilidade, mas depois passou a subir acompanhando os ganhos das bolsas em Nova York e a fala do presidente da República, Jair Bolsonaro, sobre as críticas entre ele e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia.

Pouco antes do fechamento deste texto, Bolsonaro afirmou que, para ele, a questão com o Maia “foi uma chuva de verão”, e que o Brasil está acima de “nós”. Da parte dele, acrescentou, não há problema algum. “Reforma da Previdência continua”, disse.

Às 11h07, o Ibovespa subia 1,07%%, aos 92.878,24 pontos. Além disso, as ações da Petrobras avançavam, depois de cederem, à medida em que as cotações do petróleo cediam menos lá fora.

“O dólar e os juros futuros iniciaram o dia estressados, mas passaram a dar uma acalmada”, avalia um operador de renda variável.

No âmbito corporativo, ele como exemplo de fatores que dão sustentação à Bolsa os “bons” resultados da Vale e da Eletrobras. A mineradora reportou lucro líquido de US$ 3,786 bilhões no quarto trimestre, 46,74% acima das projeções compiladas pelo Prévias Broadcast. Já a Eletrobras encerrou 2018 com um lucro líquido de R$ 13,348 bilhões, revertendo prejuízo líquido de R$ 1,726 bilhão em 2017.

Outro ponto, acrescenta o analista Thiago Salmão, da Rico Investimentos, é que como o Ibovespa caiu bastante – em torno de 9 mil pontos em uma semana -, pode ser que o movimento agora vá na direção oposta. Ontem, relembra, o índice abriu na máxima e fechou na mínima.

“Mais no médio prazo, embora pareça que a crise esteja longe de terminar, a solução indica ser relativamente simples. Tanto Maia quanto Bolsonaro deixaram bem claro que a aprovação da reforma da Previdência é importante. Eles só precisam deixar de lado as diferenças”, sugere Salomão.

Como observa em nota a MCM Consultores, o ambiente político continua conturbado por conta dos comentários de Bolsonaro contra Maia. A incerteza com a Reforma da Previdência Social segue em alta, avalia.

Apesar de as críticas não ajudarem a reforma a decolar logo, o operador pondera que o mercado ainda acredita na aprovação e que, um eventual não avanço não estaria precificado.

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