Escalada das tensões comerciais prejudica confiança, diz Draghi, do BCE

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, realizou um discurso nesta quinta-feira no Comitê Conjunto de Finanças, Gasto…


O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, realizou um discurso nesta quinta-feira no Comitê Conjunto de Finanças, Gasto Público e Reforma no Parlamento da Irlanda, em Dublin. Em sua fala, Draghi reafirmou sua perspectiva positiva para a economia da zona do euro, mas também destacou riscos, como o protecionismo e fragilidades em alguns mercados emergentes. Além disso, a autoridade notou que a escalada nas tensões comerciais prejudica a confiança global.

“As medidas protecionistas implementadas podem ter tido efeitos muito limitados até agora, mas a escalada nas tensões comerciais mina a confiança”, afirmou Draghi. Ele também citou a volatilidade dos mercados financeiros como um risco para a perspectiva, embora tenha apontado que os riscos para a perspectiva de crescimento da zona do euro podem ser avaliadas como em geral equilibrada. “A economia da zona do euro está se saindo bem há algum tempo”, afirmou o presidente do BCE, lembrando que há 22 trimestres consecutivos de crescimento econômico e que mais de 9 milhões de empregos foram gerados, com queda na taxa de desemprego para 8,1%, no patamar mais baixo desde novembro de 2008.

Apesar do crescimento, Draghi voltou a afirmar que uma política acomodatícia é necessária para apoiar o quadro. Ele reafirmou as previsões do BCE de acabar com a compra de compras líquidas de ativos até o fim deste ano, mas notou que isso não significa que a política deixará de ser acomodatícia.

Draghi também disse que é preciso que todos se preparem para os cenários possíveis na saída do Reino Unido da União Europeia, o chamado Brexit, inclusive a eventualidade de não se chegar a um acordo.

O presidente do BCE comentou ainda que os resultados dos testes de estresse no setor bancário divulgados na última sexta-feira mostram que os bancos da zona do euro estão cada vez mais resistentes a choques financeiros.

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