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Economia

Em meio à crise do streaming, Netflix demite 150 funcionários

Mais recente relatório financeiro da companhia, divulgado no final de abril, revelou uma queda de 200 mil assinantes na plataforma

Por Agência Estado

18 de maio de 2022, às 07h00 • Última atualização em 18 de maio de 2022, às 09h52

Depois de perder usuários pela primeira vez em mais de uma década, a Netflix confirmou ontem a demissão de 150 funcionários em algumas sedes da empresa.

Segundo o serviço de streaming, a maioria dos cortes foi nos Estados Unidos, sem esclarecer quais outros países também foram afetados. A Netflix não informou se algum colaborador no Brasil foi desligado. Nos EUA, os cortes representam cerca de 2% da força de trabalho da empresa no país.

O mais recente relatório financeiro da companhia, divulgado no final de abril, revelou uma queda de 200 mil assinantes na plataforma, número que reflete a suspensão do serviço de streaming na Rússia, por conta da guerra, e a competição de mercado com outros serviços, como Disney+, por exemplo. Desde então, a Netflix afirmou que seria necessário ajustar um corte de gastos e já demitiu funcionários de seu site voltado para fãs, o Tudum.

“Nosso crescimento de receita mais lento significa que também estamos tendo de diminuir o crescimento de custos como empresa”, disse um porta-voz da Netflix, em comunicado. “Essas mudanças são impulsionadas principalmente pelas necessidades de negócios e não pelo desempenho individual, o que as torna especialmente difíceis”, afirmou.

Várias áreas teriam sido atingidas, como a divisão de criação de séries e filmes. De acordo com as informações, as demissões envolveram desde assistentes até diretores importantes dentro da empresa.

Nos dias seguintes ao balanço financeiro, a queda das ações na Bolsa de Valores americana cortou cerca de um terço do valor de mercado da Netflix.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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