24 de Maio de 2020 Atualizado 09:48

8 de Agosto de 2019 Atualizado 13:56
MENU

Compartilhe

Economia

Elon Musk vai ao Twitter e derruba ações da Tesla

Por Agência Estado

02 Maio 2020 às 08:00 • Última atualização 02 Maio 2020 às 10:11

O polêmico Elon Musk, presidente executivo da Tesla, voltou a causar tumulto no Twitter nesta sexta-feira. Ele derrubou as ações da empresa depois de afirmar no Twitter que os papéis da companhia estavam supervalorizados. Em pouco tempo, a empresa via seu valor de mercado despencar. No fim do dia, o papel caiu 10,3%.

Esta não é a primeira vez que o comportamento do executivo na rede social causa reflexos diretos nas ações da Tesla. Em maio de 2019, Musk fez um acordo com a Securities and Exchange Comission (SEC), órgão regulador do mercado financeiro nos EUA, após publicar informações sobre a companhia.

Após esse revés, ficou definido que os tuítes de Musk deveriam ser aprovados pelo departamento jurídico da Tesla. Entre os dados que o fundador da fabricante de veículos ficaria proibido de divulgar estão comentários sobre a situação financeira da empresa, especulações sofre fusões ou aquisições e status de decisões regulatórias e legais pendentes.

A nova explosão verbal no Twitter fez seguidores especularem se o executivo a conta do executivo poderia ter sido invadida por hacekrs. Após a mensagem sobre as ações da Tesla, seguiram-se outos posts de conteúdo questionável. Em um delas, Musk disse que se livraria de todos os seus bens – afirmou que não seria proprietário de nenhuma casa. O Twitter, a Tesla e Musk não comentaram as mensagens até o fechamento desta edição.

Musk já demonstrou sua falta de apreço pela SEC, equivalente à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no Brasil. Em entrevista em dezembro de 2018 ao programa 60 Minutes, da rede de televisão americana CBS, Musk disse que não tem respeito pela instituição. Também chegou a dizer que a SEC praticaria “abusos”.

Após um bom ano da Tesla, que chegou a ser avaliada em US$ 100 bilhões no início de 2020, Musk levanta novamente preocupações de investidores, que veem o executivo distraído demais com a sua vida agitada para comandar o negócio. (Com agências internacionais)