Economia: projeção de receitas administradas cai R$ 5,303 bilhões


Sem considerar uma redução dramática nas projeções de crescimento e do preço do petróleo no mercado internacional, o governo já reconheceu no Orçamento uma queda de R$ 5,303 bilhões nas receitas administradas (com tributos) e uma diminuição de R$ 9,362 bilhões na arrecadação com royalties de exploração natural.

Os dados consideram estimativas antigas de crescimento de 2,1% da economia este ano e preço do barril de petróleo em US$ 52,70. Hoje, o governo revisou essas projeções para 0,02% e US$ 41,87, respectivamente, o que deve resultar em cortes ainda maiores nas previsões dessas receitas.

O governo também retirou as receitas esperadas com a privatização da Eletrobras (R$ 16,2 bilhões). Ao todo, a arrecadação com concessões foi reduzida em R$ 16,341 bilhões. Já as receitas com dividendos caiu R$ 3,52 bilhões.

Do lado dos gastos, o governo incluiu uma previsão de R$ 7,672 bilhões em créditos extraordinários por conta da crise do novo coronavírus. Também subiram as previsões com gastos de pessoal (R$ 3,342 bilhões) e com Previdência (R$ 5,3 milhões).

O alívio nas receitas veio com a possibilidade de incluir R$ 1,3 bilhão que serão arrecadados com o resgate de depósitos judiciais não sacados pelos beneficiários. Esses valores, porém, precisarão ser restituídos pela União caso a pessoa que tem o direito decida resgatá-los.

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