Dólar fecha próximo da estabilidade à espera de sinais do BC

No mercado à vista, o dólar terminou em queda de apenas 0,01%, aos R$ 3,1242, próximo da máxima no dia, de 3,1271 (+0,08%)


O dólar fechou próximo da estabilidade nesta segunda-feira, 6, depois de recuar ao nível de R$ 3,10 no início do dia. A reversão gradual da baixa foi atribuída por especialistas à espera por novos sinais do Banco Central sobre sua estratégia para os contratos de swap cambial que estão próximos do vencimento. Houve ainda alguma pressão de alta vinda do exterior, diante da cautela alimentada por propostas protecionistas na Europa e nos Estados Unidos.

No mercado à vista, o dólar terminou em queda de apenas 0,01%, aos R$ 3,1242, próximo da máxima no dia, de 3,1271 (+0,08%). No outro extremo, a mínima foi registrada aos R$ 3,1078 (-0,54%). Num dia de agenda econômica esvaziada, o volume de negócios foi reduzido, somando US$ 846,509 milhões.

“Seguimos com uma defesa em R$ 3,10”, afirmou o operador Cleber Alessie Machado Neto, da H.Commcor.

A definição desse “piso psicológico” pelo mercado foi reforçada recentemente por comentários do presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn. Na semana passada, o dirigente afirmou que poderia não rolar integralmente os quase US$ 7 bilhões de contratos de swap cambial que vencem em março, o que geraria pressão de alta no dólar. “Nós podemos rolar parcialmente se quisermos, ou rolar tudo ou não rolar nada. Depende das condições”, comentou o presidente do BC.

No segmento futuro, o dólar para março fechou em queda de 0,08%, aos R$ 3,1340. A mínima foi marcada em R$ 3,1250 (-0,37%) e a máxima, em R$ 3,1450 (+0,27%). O volume de negócios somou US$ 8,449 bilhões.

Hoje, o exterior contribuiu com a pressão de alta no dólar. Os investidores adotaram posições mais cautelosas frente a preocupações e incertezas em relação ao impacto mundial das políticas protecionistas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nos frontes comercial, cambial e imigratório. Em paralelo na Europa, o principal sinal de alerta vem da França. A candidata de extrema-direita à presidência do país, Marine Le Pen, lançou sua candidatura defendendo uma moeda própria e políticas mais agressivas contra imigrantes e globalização.

Até o fim da manhã, entretanto, o dólar vinha em baixa firme ante o real. Os investidores reduziram posições na moeda sob expectativas de novos ingressos de recursos estrangeiros no País. Segundo profissionais de câmbio, o otimismo com o Brasil decorre de vários fatores, mas o principal seria uma melhora da percepção sobre o ambiente político no Congresso para aprovação das reformas defendidas pelo governo, como a da Previdência.

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