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Economia

Dirigente do Fed vê inflação como ‘problema número 1’ e defende aperto ágil

Por Agência Estado

16 de maio de 2022, às 13h00 • Última atualização em 16 de maio de 2022, às 13h32

Presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) de Nova York e, nesta condição, membro votante fixo do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), John Williams disse esperar uma série de altas de juros nos EUA, à medida que o BC dos Estados Unidos combate a forte inflação no país. Segundo ele, a escalada dos preços é o “problema número um” da entidade, que está muito focada em reduzir os custos.

Fatores “muito complexos” estão afetando a oferta e a demanda e é necessário que os juros subam rapidamente, disse Williams, que prevê mais um aumento de 50 pontos-base na taxa dos Fed funds em maio. No longo prazo, a trajetória do juro dependerá de como evolui a economia, segundo o banqueiro central, que espera uma moderação significativa da inflação em 2023.

Otimista, Williams afirmou que a economia norte-americana não precisa enfraquecer para que os níveis de demanda reduzam.

Para ele, a maior parte dos setores desequilibrados podem ser apropriadamente ajustados pelas ações de política monetária do Fed.

Ao mesmo tempo, ele alertou que a guerra na Ucrânia provocará mais aumentos de preços de alimentos, enquanto a atual volatilidade nos mercados é consequência, em grande parte, de fatores externos.

Por isso, há preocupação para se mover rapidamente no aperto monetário, inclusive com a redução do balanço de ativos, destacou. Para o presidente do Fed de NY, não há disfuncionalidade no mercado de Treasuries em decorrências das ações do BC.

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