28 de março de 2024 Atualizado 20:58

8 de Agosto de 2019 Grupo Liberal Atualizado 13:56
MENU

Publicidade

Compartilhe

Economia

Diretora-gerente do FMI expressa preocupação com inflação em mercados emergentes

Por Agência Estado

08 de abril de 2021, às 15h46 • Última atualização em 08 de abril de 2021, às 19h20

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, afirmou que está preocupada com a alta da inflação em mercados emergentes, que ocorre em uma conjuntura marcada por limitações de aumento em gastos públicos, e não com avanço dos preços nos Estados Unidos. “Observamos atentamente o que ocorre com os emergentes”, declarou, em evento do FMI.

Georgieva destacou que é positiva a posição do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Jerome Powell, ao ressaltar que a perspectiva de alta de inflação nos EUA é “temporária”, pois ajuda a “conter excesso de atenção dos mercados financeiros” sobre o tema. “Além disso, a comunicação clara de Powell e do Fed auxiliam também os países emergentes”, declarou.

Questionada sobre o que mantém acordada à noite, Georgieva destacou que é “pensar em perder oportunidades” de se ter uma economia global mais equitativa. “Por outro lado, tenho sonhos positivos com economia mais verde e inclusiva no mundo”, ressaltou.

Empregos e empresas

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional ressaltou ainda que pequenas e médias empresas pelo mundo devem ser mais atingidas pelos efeitos da pandemia. “Um em cada dez empregos deve desaparecer e a questão é o que faremos para evitar isso”, disse. “Precisamos de políticas para apoiar pessoas que estão em transição no mercado de trabalho.”

“Poderemos ter economia diferente após a pandemia, mas se agirmos, poderá não ser pior do que a atual”, apontou a diretora-gerente do FMI. “Apoiamos investimentos em infraestrutura e é positivo que eles sejam verdes e na área social”, disse, ressaltando que é favorável ao programa de investimentos de longo prazo do presidente dos EUA Joe Biden, que prevê aplicação de recursos de US$ 2,25 trilhões.

Publicidade