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Economia

Comunicação eficiente é decisiva para consolidar o nomadismo digital

Novo modelo de vida e de trabalho exige uma comunicação assertiva entre líderes e colaboradores

Por Redação

28 fev 2021 às 10:02

A pandemia acelerou tendências que já estavam presentes em nosso cotidiano. Uma delas é o conceito de “nomadismo digital”, no qual o profissional aproveita a tecnologia para trabalhar de maneira remota em qualquer lugar do mundo. Esse novo modelo de vida, que a cada dia conquista mais adeptos, exige uma comunicação eficiente entre líderes e colaboradores para manter a produtividade e a autorresponsabilidade pelos resultados. O papel da comunicação para consolidar essa nova filosofia foi tema do webinar Arena de Ideias, transmitido pela In Press Oficina.

Nômades digitais são pessoas que aproveitam a tecnologia para colocar suas atividades profissionais em prática – Foto: Divulgação

“Além do mindset, é preciso um espírito inclusivo na comunicação. Para ser híbrido, a gente tem que ser essencialmente remoto, porque o princípio da gestão híbrida traz o remoto na premissa. É a nano comunicação, a comunicação “one to one”, a cultura de pessoas que compõem esse time. A relação de confiança é a base sólida para qualquer gestão, mas para a gestão remota é um item absolutamente indispensável”, afirma a diretora-executiva de Operação da In Press Oficina, Liliane Pinheiro.

Para o founding director da Remote Conference, Emiliano Agazzoni, os canais oficiais de comunicação são fundamentais para o bom funcionamento do trabalho remoto. “Tem que ter um canal oficial onde tudo aconteça. Um Trello, por exemplo, é um canal de comunicação que organiza as informações. A pessoa tem que entender, porque senão não pode trabalhar de forma remota. Dependendo do departamento, projeto ou programa, pode haver canais de comunicação específico, um app. O desafio é que talvez cada funcionário tenha uma cultura”, ressalta.

Professor e autor do livro “Nômade Digital”, Matheus de Souza adotou a prática como filosofia de vida há quatro anos. Morando atualmente em Buenos Aires após passar seis meses na Tailândia, ele explica que é fundamental criar uma rotina de trabalho e utilizar os canais de comunicação para prestar contas à empresa ou o cliente.

“Uma coisa que as empresas têm que pensar em termos de cultura é a produtividade. Não é porque alguém trabalhou 40 horas que foi produtivo. Às vezes você fez todo o trabalho em dez horas. Por isso tem que usar o canal oficial, não é só ter. Marcar uma reunião no final de tarde, de 15 minutos, para ver o que foi feito durante o dia”, recomenda.

Planejamento prévio

O debate serviu para desmistificar a ideia errônea de que o nômade digital é aquele profissional que passa o dia com o notebook trabalhando à beira da praia, intercalando mergulhos com as atividades profissionais.

“É uma tendência de futuro, o nômade digital não é um louco que viaja pelo mundo e fica trabalhando numa praia paradisíaca. Nada disso. A questão agora é que o trabalho evoluiu para o digital e então vamos poder exercer atividades em qualquer parte no mundo. Tem que ter um perfil empreendedor e autogerenciado”, reforça o founding director da Remote Conference, Emiliano Agazzoni,.

Com a experiência de quem deixou o trabalho com carteira assinada para tornar-se um nômade, o professor Matheus de Souza explica que é preciso planejamento prévio e muito cuidado antes de se aventurar no nomadismo digital.

“Se o seu ofício pode ser realizado de forma remota, é preciso também pensar como pode ganhar dinheiro. A próxima parte do planejamento é não largar tudo e se demitir de uma hora para outra. Eu fiz uma reserva financeira e juntei seis meses de salário. Tem que ter uma ideia estruturada do que vai fazer e os canais que vai utilizar para conseguir clientes”, orienta.

Para Liliane, o nomadismo digital e o trabalho remoto são tendências que vieram para ficar. No entanto, as empresas ainda estão se adaptando a essa nova realidade. “Todo mundo sai ganhando. As empresas estão querendo se adaptar a essa nova modelagem, mas ainda tem essa limitação no aspecto tributário, trabalhista e na cultura. As empresas estão querendo se adaptar a essa realidade, mas ainda precisam evoluir”.

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