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Especialista

Como escolher advogado certo para cada caso?

Jurista salienta que problemas sérios devem ser tratados por experts para alcançar resultados positivos

Por Da redação

03 jun 2020 às 16:10

Uma pergunta que exige uma resposta precisa. ‘Quando você está com algum problema no cérebro procura um especialista, um neurologista, não um ortopedista, certo? Então por que se você tiver algum problema que exija um advogado criminal vai procurar um profissional de outra área?’, indaga Ricardo Duran, advogado criminalista que atua no setor há quase 30 anos.

Antes de mais nada, o jurista salienta que problemas sérios devem ser tratados por experts para alcançar resultados positivos. “Um bom exemplo da importância de escolher o profissional certo é: se a área envolvida é trabalhista e se contrata um advogado criminal, sem experiência na área, pode perder dinheiro. Mas se for o contrário, se perde a liberdade, que é muito mais importante”.

Com toda a certeza, a maioria das pessoas acredita que nunca vai precisar contratar um advogado criminal, afinal, não pretende cometer algum crime. E devido ao teor no trabalho, muitas vezes os profissionais sofrem julgamento, sendo chamados de “porta de cadeia”, “cúmplice de bandido” e outros nomes pejorativos.

Mas, segundo Duran, “os cidadãos podem precisar desse tipo de serviço mesmo quando estão do outro lado da moeda. Por exemplo: O advogado criminalista é chamado também para defender vítimas de crimes. Além disso, nossa Constituição afirma que todos têm direito à defesa: os suspeitos, os inocentes acusados e os realmente culpados”.

Em primeiro lugar, o advogado explica que é preciso buscar informações sobre o profissional, principalmente descobrir se possui cadastro ativo junto ao Cadastro Nacional dos Advogados, mantido pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil. Isso pode ser feito através do site cna.oab.org.br.

Além disso, é importante descobrir se ele é especialista em Direito Penal e Processual Penal, áreas extremamente essenciais para o setor, em casos de crimes financeiros, contra o meio ambiente, contra o consumidor, contra a honra, – como calúnia, injúria e difamação, de trânsito, homicídio, ameaça, lesão corporal, furto, roubo, estelionato, estupro, assim como de tráfico ilícito de drogas

PESQUISE
Uma dica que o jurista dá é fazer buscas simples pela internet para identificar sua postura e conhecer outros trabalhos dos quais já tenha participado. Ler matérias sobre ele, artigos que tenha escrito e conhecer casos nos quais atuou é muito bom.

“De tal forma é interessante olhar as redes sociais do profissional. Em ambientes mais descontraídos, mesmo que seja em páginas institucionais, a tendência é que as pessoas fiquem mais ‘desarmadas’ e é possível conhecer um lado mais real e cotidiano do advogado”, comenta.

Feitas as pesquisas, chegou o momento de conhecer o profissional. Duran destaca que isso é muito importante e que o cliente precisa sentir-se acolhido pelo advogado.

“Casos criminais geralmente são muito delicados e a pessoa abre sua vida e grande parte da sua intimidade, então ter um profissional que conversa, te compreende e cuja personalidade ‘bateu’ com a sua é fundamental”, salienta. O criminalista ainda acrescenta que de nada vale ser o melhor advogado do mundo se o cliente não se sentir bem com ele. “Melhor acreditar na sua intuição, no sexto sentido”, acrescenta.

Nesse meio tempo se achou um profissional, que passa confiança e mereça ser contratado. Mas antes que os trabalhos comecem, é de extrema importância conversar sobre contratos e expectativas. De acordo com o advogado, tudo o que foi tratado, acordado e previsto deve estar em contrato.

“E isso é importante para criar segurança para ambos os lados, advogado e cliente”. Sem dúvida é direito do cliente exigir a formalização de um documento onde esteja especificado de forma clara os serviços contratados, os valores e a forma de pagamento. “Além disso, peça recibo de todos os pagamentos de honorários executados.
Fonte: www.ricardoduran.com.br